Quem é professor sabe, há momentos da carreira onde não tem jeito: a gente explode. E fala o que não deveria; pega pesado na hora da bronca. Fala coisas que o aluno fica realmente sentido.

Mas isso é normal, diga-se de passagem. Afinal, a escola é um lugar onde existe uma tensão entre uma pessoa querendo passar obrigações e algumas (às vezes 20, às vezes 30, às vezes mais) pessoas, divididas entre querer fazer o que está sendo pedido, e o que, na verdade, elas querem de fato.

Um jeito educado para falar que na escola, por vezes, os alunos não querem fazer aula, enquanto o professor quer falar.

Logo, há tensão, animosidade, troca de farpas, num crescendo até chegar o momento em que um dos dois (ou ambos) estouram. E aí, vem palavras duras.

Porém, há coisas que nunca devemos falar, por mais raivosos e irados que estejamos. Você sabe que coisas são essas? Confira:

 

1.      “Seus pais não estão se importando com você”

Por vezes, os pais, de fato não estão se importando com os filhos. Infelizmente é uma verdade.

A criança, porém, é inocente, e muitas vezes não percebe isso. Logo, não cabe a você abrir o jogo para essa dura verdade.

Outra situação que acontece é, por exemplo, os pais precisarem ser contatados fora do horário de aula, mas, por razões das mais variadas, não são encontradas. O que o coordenador ou professor insensíveis falam?

“Não consigo falar com seus pais… Será que eles não se importam com você?”

Falas dessa natureza são agressivas, e muitas vezes os pais que estão inacessíveis estão, devido a um trabalho. Colocar as responsabilidades pela criança em oposição a responsabilidade com o trabalho é um ato cruel.

 

2.      Nunca diga que a criança é “inútil”, “burra” ou “incompetente”

Crianças com dificuldades de aprender certa matéria, ou com problemas para se organizarem em sala de aula são comuns. Aprender e organizar os estudos não é algo que acontece do dia para a noite, e de forma natural, principalmente quando a matéria é mais abstrata.

Assim, o aluno (e nem ninguém) deve ser chamado de “burro” ou “inútil”. São palavras que tem um teor muito pesado, pois sugerem que as dificuldades da criança são por incapacidade dela aprender e que, diante dessa incapacidade, ela não é válida para a sociedade.

Ninguém é “burro” ou “inútil”. Todos temos nosso valor e nossas dificuldades e limites, cabe ao adulto reconhecer isso.

Já “incompetente” designa a falta de competência em certo ato ou ação. Para um adulto, que estudou o ato ou ação, mas falhou por descaso talvez possa ser usado.

Diferente de palavras como “irresponsável” ou “desatento”. Esses são valores e capacidade que o aluno pode (e deve) aprender. Apontar que a criança não está os praticando não é uma ofensa pesada.

E claro, simplesmente gritar “seu irresponsável” dirá pouco ao jovem, se o professor não explicar, logo em seguida o que se fazer.

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