Quem trabalha com pesquisas laboratoriais (na área que for – medicina, psicologia, farmácia, entre outras), sabe que, para se obterem melhores resultados, pelo menos 2 grupos devem ser testados.

Essa organização se refere, especificamente, a metodologia cientifica, isso é de testes, experimentos e compilação de resultados.

Vale notar que essa metodologia serve para todo o tipo de experimento, ou seja, serva para testes com animais e seres humanos.

Além disso, a metodologia científica de experimentos bioquímicos permite existirem outros grupos, cada qual com uma variante. O essencial, enfim, é termos sempre o Grupo de Controle.

E por quê? Confira aqui 4 razões pelas quais seus experimentos precisam, sempre, de um grupo de controle.

 

1.      Você precisa ter um panorama anterior ao início dos testes

Quando você vai testar qualquer coisa, é necessário ter um panorama anterior aos tetes, para que esse panorama norteie seus estudos. E esse panorama será definido tanto pelas cobaias do grupo de controle, quanto pelas cobaias dos grupos experimentais.

O grupo experimental é, justamente, o grupo que receberá o teste. Pode haver diversos grupos experimentais, conforme haja variações de testes a serem feitos.

Por exemplo, você vai testar um remédio contra azia. É necessário que exista um grupo que seja o público-alvo (pessoas sofrendo com azia), que vai ser tratada com o medicamento experimental.

Então, você precisa comparar a nova droga, a tratamentos tradicionais. É o segundo grupo experimental.

Por fim, você tem o grupo de controle. São justamente essas cobaias, quem vão definir um panorama de como era a situação antes de iniciar qualquer tratamento – tradicional ou novo.

Podem existir, ainda, um grupo experimental que vai receber um placebo, isso é, uma substância sem efeitos concretos, mas que é ministrada como se fosse a droga em questão.

 

2.      O grupo de controle ajuda você a definir se resultados positivos tem origem no objeto do teste ou outros fatores

Quando pensamos em resultados positivos, em termos de pesquisa, é preciso não se precipitar, e já indicar o sucesso de certa droga, ou a confirmação de certo postulado.

Isso porque, às vezes, fatores outros levam a resultados semelhantes, em cobaias que não receberam a droga testada, ou o procedimento avaliado.

Além disso, o uso de placebos também pode levar a resultados semelhantes, em alguns casos. Logo é necessário estudar se os efeitos atingidos se deveram ao procedimento testado, ou a outros motivos.

E essa comparação é realizada, a partir de um estudo comparativo entre os resultados do grupo sobre o grupo de controle e os resultados dos grupos experimentais.

 

3.      O grupo de controle ajuda você a entender o desenvolvimento do experimento, em longo prazo

Experimentos, principalmente de novas drogas, podem vir a causar efeitos colaterais a longo prazo. Porém, esses efeitos podem ser devido a outras razões, ou podem ser causas pontuais.

A interpretação desses efeitos, enfim, vai depender da análise comparativa de resultados com os do grupo de controle.

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