Quando precisamos redigir qualquer texto, seja um diário, uma crônica, um relatório de custos ou uma defesa de um processo civil, é necessário que consigamos editar nosso próprio texto.

Isso porque, nem sempre a primeira versão é a melhor. Na verdade, é muito mais provável que, num primeiro momento, seu texto esteja com lacunas, erros gramaticais e erros de continuidade, do que “pronto para ser divulgado”, por assim dizer.

Mesmo os artigos que você lê no blog do Pensar Cursos, esses também passam por um momento de edição.

Mas como fazer isso?

Porque a principal dificuldade que encontramos quando escrevemos é, justamente, conseguir ler nosso próprio texto sem o olhar de autor – isso é, identificando problemas e melhorias necessárias.

Para esse processo, nós que escrevemos temos algumas dicas. Confira aqui, 4 delas.

 

1.      Dê tempo ao tempo

A primeira dica para ser editor de seu próprio texto é se afastando dele por algum tempo. Nem sempre é possível. Mas o cerne da dica é, não edite seu texto imediatamente após terminar de escrever.

Dando essa margem cronológica ao seu trabalho, você desacostuma seu olhar àquelas palavras e àquelas ideias. Efetivamente, quando você está lendo seu texto posteriormente, você já é “outra pessoa”.

Então, depois do último ponto final, dê um tempo, daquele texto.

 

2.      Escreva com outra letra

Mudar as fontes do texto da revisão, pro texto da edição, pode te ajudar a ver o texto de outra forma. Além das novas letras alterarem a formatação e tamanho da página, você precisará rever as palavras, que escreveu.

Eventualmente, algumas letras são iguais, dependendo da tipografia usada.

Você revê a ortografia, e, ao mesmo tempo revê algumas construções linguísticas de sua redação.

 

3.      Ler em voz alta

Ler um texto em voz alta ajuda você a acessar seu texto, por meio de uma outra linguagem. E, com outra linguagem – isso é, você estará ouvindo as palavras, o ritmo, vai estar percebendo melhor como estão os períodos e usos da pontuação.

Além disso, alguns gêneros, como no caso dos textos jurídicos ou relatórios, a fluidez e a compreensão dependem das palavras escritas, tanto quanto das palavras faladas, já que são textos que eventualmente serão apresentados oralmente.

Então, ler em voz alta é sempre de grande ajuda. Porém, não é simplesmente ler, mas ler prestando atenção ao que está sendo lido, anotando, testando novas formas, entre outros.

 

4.      Submeter seu texto às críticas (construtivas) de terceiros

Ter um leitor crítico para seu texto é vital, para identificar eventuais melhorias necessárias. Não se trata, porém, de qualquer pessoa, mas um leitor crítico construtivo.

Ou seja, alguém em quem você confia, e que você sabe que fará apontamentos relevantes, pensando na melhoria do texto, e não no simples ataque a seu tarbalho.

É importante frisar essa diferença: críticas não são ataques, ainda mais ataques pessoais. Porém, podem ser utilizadas dessa forma, por pessoas de má-índole.

Então, procure um leitor que saiba fazer o trabalho de crítica construtiva.

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