Quem vai dar aulas de Historia sabe que uma das maiores dificuldades na matéria consiste, justamente, em tornar coisas do passado distante mais acessíveis aos públicos novos.

Isso porque, cada vez mais, as novas tecnologias fazem com que uma vida, por exemplo, sem luz elétrica ou água encanada se torne praticamente impensável.

Claro que há alguns lugares do Brasil onde isso acontece, mas eles são cada vez mais raros. Mesmo assim, muitos alunos ainda vivem um “acessar o smartphone, e fazer coisas”.

Assim, o que pode ser feito para um ensino melhor da História? Uma das melhores opções é pelo uso da Literatura. Há diversos autores literários que usam da História para compor seus textos, e fazem a partir de profundas pesquisas em torno de Historia Social e de Costumes.

Além disso, textos literários contam histórias (com H minúsculo), isso é, enredos do cotidiano, onde personalidades vistas como imortais e heroicas ganham contornos humanos.

Aqui, por sua vez, separamos 4 autores que podem engrandecer suas aulas de História:

 

1.      Francisco Marins (1922-1916)

Autor de romances empolgantes juvenis e infantojuvenis, além e 4 romances adultos (a série O Homem e a Terra), cujos temas principais são em torno da colonização brasileira, a partir do eixo Rio-São Paulo.

Seus romances apresentam uma visão, evidentemente, um tanto romanceada, mas bem mais próxima de uma realidade, do que livros tradicionais de Historia indicam.

Ou seja, trazem personagens que morrem e matam, no melhor clima “velho oeste”. Além disso, Marins procurava sempre contextualizar todas as situações, pelas falas das personagens.

 

2.      João Felício dos Santos (1911-1989)

Um dos mais conhecidos romancistas históricos do Brasil, autor de diversas biografias e romances biográficos de personalidades das mais diversos, como Ganga Zumba e Calabar.

Autor que elaborava os textos a partir de profundas pesquisas, os romances de Felício trazem o “lado humano” de figuras imortalizadas. Ou seja, enxergamos essas personalidades como pessoas com medos, sonhos e frustrações.

Claro que suas obras devem ser questionadas. Mas acessa-las pode ser o primeiro passo para tornar a historia mais acessível.

 

3.      Jarid Arraes (1991)

Autora negra jovem, nascida em Alagoas, vem de uma família de cordelistas, além de ser uma autora com uma carreira literária cada vez mais elogiada.

Jarid lançou a coletânea de cordéis chamada Heroínas Negras Brasileiras em 2017. Nesses, ela narra a história de mulheres negras esquecidas ou ignoradas pela maior parte dos livros de História.

Também, seus cordéis são de reconhecida qualidade literária, o que faz com que eles tenham valor para além da Historia.

 

4.      Marcelo D’Salete (1979)

Quadrinista negro brasileiro que lançou livros de quadrinhos sobre passado escravagista brasileiro, como Angola Janga (2017). Esse último demandou onze anos de pesquisas, e ganhou o Jabuti em 2018.

Por ilustrar esses momentos do Brasil, suas historias fazem com que os conteúdos de história se tornem mais dinâmicos e fáceis de serem visualizados pelo alunos.

Além disso, podem tornar a compreensão do passado algo mais interessante e cativante.

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