Quem busca empreender sabe que um dos melhores caminhos é pelo estudo de cases de sucesso, isso é, estudando falas de coaches e empreendedores que conseguiram “subir na vida”, criar negócios de sucesso, atingirem posições privilegiadas em empresas, etc.

Nada mais natural, claro, afinal, sempre estamos em busca de exemplos a seguir e de lições a tomar.

Isso não significa que esses profissionais sejam fontes inquestionáveis de conhecimento. Também não significa que suas histórias são “o mapa do caminho das pedras”. E, o mais importante, não significa que, por de trás de seus discursos não haja desonestidade intelectual.

E por que estamos falando em “desonestidade intelectual”? simples: porque são líderes e lideranças que pregam coisas que eles mesmo não fazem ou não acreditam – ou se um dia fizeram ou acreditaram, não fazem mais, simplesmente por ser uma ideia inviável.

Como assim? Talvez o que queiramos dizer fique mais claro quando virmos 4 “cases”. Confira:

 

1.     “Aumente a produtividade cancelando o streaming”

Muitos empreendedores de sucesso repetem: você está perdendo tempo e dinheiro porque gasta eles com coisas como plataformas de streaming.

Porém, será que você está realmente perdendo tempo? Ou só está tendo o seu merecido descanso?

Colocar a diversão em oposição ao trabalho não faz sentido.

Descansar sem julgamentos é um direito seu.

Além disso, você precisa descansar a mente e o corpo.

Outro ponto é que suas economias com diversão geraram gastos, com saúde.

 

2.     “Trabalhe enquanto eles dormem”

Outra falácia extremamente desonesta. Dormir bem não é só um direito – é uma necessidade. Precisamos de 8 horas de sono.

Entretanto, muitos de nós (me incluo aqui) não conseguem. E por quê? Porque o mundo exige que façamos outras coisas.

As burocracias do cotidiano, as tarefas diárias e mesmo nossas horas de estudo ou diversão sacrificam nosso sono. E isso não está tudo bem.

Buscar alternativaspara equilibrarmos nosso descanso e nosso trabalho é a grande questão do século 21, sob o risco de nos tornarmos uma sociedade exausta (e improdutiva).

 

3.     “Só depende de você”

Sabemos que não.

Por mais que alguns digam, é apenas estabelecendo contatos (e mostrando nosso esforço, interesse e conhecimentos, nessas trocas), que algumas coisas acontecem.

Em outros casos, ainda, vale destacarmos que tudo acontece devido a um “pistolão”, independente da capacidade do indicado.

Assim, só depende de você – buscar conhecer as pessoas certas.

 

4.     “Se reinvente ao invés de reclamar”

Uma das piores falácias, pois ela se sustenta na ideia de que, se você não está tendo seus direitos trabalhistas cumpridos, procure outro trabalho.

Costuma ser uma máxima empregada em situações como greves de professores e jornadas de trabalho estafantes.

Protestar pela falta de direitos trabalhistas é essencial. Dar aulas ou fazer horas extra é um ato de boa-vontade com seu trabalho. Mas é um trabalho, logo, aqueles que o fazem não deveriam estar submetidos, apenas, ao afeto.

Além disso, o descumprimento de direitos trabalhistas gera funcionários ineficientes. Assim, a qualidade do trabalho prestado cai, consideravelmente.

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