Assunto cercado de tabus, pelos mais diversos motivos, a Educação Sexual é um tema vital, para ser trabalhado nas escolas, pois, mais do que apenas “sexo”, é, antes de tudo, um assunto de Saúde Pública.

Primeiro, porque a questão de sexualidade passa, antes do sexo, por questões como autocuidado, respeito a si mesmo e aos próximos, medidas preventivas, planejamento familiar, e instrumentalização contra abusos e assédios.

Segundo, porque a prática sexual de forma genérica e vulgarizada é algo que a maioria dos estudantes brasileiros, depois de certa idade, já conhece. Nossa cultura popular recente tem contribuído para isso.

E aqui não estamos falando só do Funk Carioca. Produções audiovisuais produzidas por artistas de classe média e média-alta também falam sobre sexualidade, de forma banal e grosseira.

O que falta, assim, não é informações nesse sentido, mas sim no sentido de orientar quanto à práticas saudáveis e conscientes.

O alto grau de moralismo de alguns educadores, ainda, torna o assunto “chato”, isso é, desligado da realidade concreta dos estudantes. O moralismo, nesse sentido, só vem a causar a sensação de culpabilização por algo que, inevitavelmente, vai acontecer: a relação sexual.

Então, como abordar Educação Sexual na escola?

 

1.      Se atenha à Ciência

Não faça as aulas sobre Educação Sexual e Sexualidade parecerem uma conversa aleatória. Você não precisa ter um discurso extremamente científico, até difícil de se compreender, porém, direcione os assuntos, para temas pautados em Ciências.

Isso é: Fisiologia dos órgãos genitais; doenças venéreas; mudanças hormonais. Tópicos que envolvem Sexualidade, mas que se pautam em estudos biomédicos.

 

2.      Não seja moralista

Não adianta vir com um discurso moralista. Aliás, se você não conseguir tratar separar seu moralismo das questões da matéria, não seja professor dela.

O fato é que os estudantes, sejam eles da religião, classe econômica ou etnia que forem, vão ter relações entre si, porque nesse momento de suas vidas, o aumento de taxas hormonais causa uma mudança de mentalidade, que eles mesmos não sabem como lidar.

A questão, aqui, é você entender isso, e orientar os estudantes a racionalizarem seus atos, mais do que os condenar ou os defender. Isso: ensinar os estudantes a vivenciar seus desejos de forma cerebral, racional, consciente.

 

3.      Naturalize as diferentes formas de relacionamentos

Se você é moralista, ou pauta seu comportamento em certos padrões morais, alguns formatos de relacionamentos vão lhe parecer errados. Mas eles vão acontecer entre os estudantes, queira você ou não.

A questão é se preparar para orientar os alunos a viverem essas relações, mas de forma consciente, equilibrada e saudável.

Então, ao invés de questionar relacionamentos não tradicionais, prefira debater prevenção de doenças venéreas e inteligência emocional.

 

4.      Sempre divida a sala com alguém de outro gênero

Se você é professor, nunca dê aulas sem uma professora presente, e vice-e-versa. O moralismo de algumas famílias, vê a Educação Sexual com maus olhos.

Então, esteja sempre acompanhado de um professor de outro gênero, para abordar certos temas com mais naturalidade.

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