Quem gosta de cinema sabe que o sucesso de um filme, muitas vezes, não depende só da história ou dos atores. O diretor é essencial para a produção final.

Isso porque, o diretor é a pessoa que pensa o filme em termos de câmera, atuações, roteiro entre outros tantos aspectos que são essenciais, na criação de um filme. Isso fez com que alguns filmes se tornassem clássicos, justamente pelo trabalho de direção.

Basta pensarmos em filmes como os de Steven Spielberg, Agnes Varda, ou François Truffaut, diretores que imprimiam uma grande carga pessoal e intimista às obras que criaram.

No cinema brasileiro, temos diretores e diretoras que são essenciais para pensarmos nessa arte, também.

Você sabe quem são? Aqui listamos cinco. Confira:

 

1.      Glauber Rocha (1939-1981)

Um dos diretores de obra mais complexa, em todo o cinema nacional, os filmes de Glauber são cheios de simbologias bíblicas e literárias e estudados por trazerem roteiros que beiram a pura poesia.

As obras, de grande carga política, falam sobre a polarização política brasileira da Guerra Fria, e os discursos progressistas do governo militar brasileiro.

Seus principais filmes são Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) e Terra em Transe (1967).

 

2.      Bruno Barreto (1955)

Um dos principais diretores brasileiros ainda vivo, Barreto capta em seus primeiros filmes o ethos brasileiro, ao retratar figuras de uma classe média frustrada, e pessoas da plebe, em seus meios – mais ou menos honestos – de lidar com a pobreza, violência e privações.

Seu ritmo dinâmico e sua linguagem direta garantiram que seus filmes fossem sucessos de bilheteria.

Suas obras mais conhecidas são Gabriela Cravo e Canela (1982) e O Beijo no Asfalto (1984).

 

3.      Anna Muylaert (1964)

Uma das mais importantes diretoras de cinema brasileiro, vivas, Anna é conhecida por filmes que retratam a classe média do século 21, com seus dramas, frustrações e sonhos irrealizados.

Suas personagens que, vistas na intimidade, são excêntricas representam os sonhos destruídos de uma geração, as novas identidades sociais, bem como os novos formatos familiares.

Seu filme mais conhecido foi o (polêmico) Que Horas ela volta? (2015).

 

4.      Carlos Reichenbach (1945-2012)

O mais famoso dos diretores independentes brasileiros, Carlos integrou a chamada “boca do lixo”, o cinema mais popular, abordando de maneira direta questões como violência e sexualidade agressiva.

Nos anos 80 em diante, seus filmes passaram a focar em enredos envolvendo o proletariado brasileiro, sempre marcados pelas críticas à situação política e socioeconômica daquelas pessoas.

Suas obras mais elogiadas foram Anjos do Arrabalde (1986) e Garotas do ABC (2004).

 

5.      Kleber Mendonça Filho (1968)

Um dos diretores mais renomados da atualidade, a despeito da produção breve (apenas 3 longas).

Seus filmes focam na decadência social e do progressismo grosseiro. e marcaram o cinema contemporâneo, devido a abordagem do diretor – longos e silenciosos planos, onde a corporeidade do ator importa mais do que a fala.

Seus filmes são os polêmicos: O som ao redor (2013) Aquarius (2016) e Bacurau (2019)

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