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Uma das situações mais complicadas, para cidadãos de qualquer país, é a situação prisional. Ou seja: o encarceramento, devido ao cometimento de um ato ilegal – ser preso, ponto. Em europeus, a situação é menos grave, pois esses países investem na ressocialização de pessoas em situação prisional.

Essas pessoas cometeram seus crimes por motivos dos mais variados, e eventualmente, eles poderiam ser evitados com assistência social, jurídica e psicológica adequadas. Logo, é isso que esses países fazem com seus cidadãos encarcerados.

No Brasil, a situação é mais complicada, devido a uma série de problemas estruturais da sociedade. Aqui, ainda temos uma distinção entre detentos com graduação em nível superior, e aqueles sem ela.

 

O Histórico prisional

E no caso dos presos sem uma graduação, a vida pós-cárcere fica muito complicada.

Primeiro, porque às vezes a pessoa não tem a compreensão real de seu ato.

Segundo, porque ocasionalmente, na prisão essa pessoa pode vir a se unir a uma gangue, por falta de oportunidades.

Terceiro, porque essa condição (ex-detento) é cercada de estigmas e preconceitos.

Claro que o poder público tem programas de ressocialização e reeducação. Porém, eles não são tão eficazes, afinal, nosso país detém um longo histórico de instituições públicas contaminadas por corrupção e descaso.

Todavia, o problema da situação prisional brasileira atravessa todas as esferas da sociedade. Incluindo a iniciativa privada, que deveria intervir também, não apenas (pretensamente) aceitando entrevistar pessoas com histórico prisional.

“Pretensamente”: Algumas empresas adotam uma postura preconceituosa, e até cruel, de rejeitar sumariamente candidaturas a postos de trabalho com históricos prisionais.

 

Auxiliando a população em situação prisional, e os egressos dela: mais do que um emprego

Dar uma chance de trabalho para um egresso de situação prisional é uma medida extremamente necessária, para auxiliar essas pessoas. Principalmente se essa pessoa for alguém que não teve a prisão “diferenciada” (condicionada àqueles com ensino superior).

Como dissemos, não é apenas emprego, mas todo um contexto de assistência social e psicológica que se faz necessário. Programas de auxílio a essas pessoas são mais eficientes, quando alinhados ao trabalho de regularização legal e saúde mental.

Assim, uma empresa que almeje ter pessoas egressas de situação prisional, entre seus funcionários, precisa se ater a essas questões.

Às vezes, o furto aconteceu apenas porque a pessoa não tinha formação profissional adequada; logo, entra em desespero. E, quando termina de cumprir a pena, sofre os efeitos psicológicos de ter sido encarcerada.

Muitos detentos vêm de famílias estruturadas, mas em situação de extrema vulnerabilidade.

É muito mais fácil, para alguns órgãos públicos e privados, afirmar que a pessoa que reincide em situação penal o fez porque “é mal”, quando a verdade é que a pessoa estava desassistida, por puro descaso ou preconceito vindos dessa mesma sociedade.

Assim, como sua empresa pode auxiliar na ressocialização de pessoas em situação prisional? Não é simples, mas é algo claro: crie um programa que ofereça saúde, educação e emprego. Esse é o primeiro passo.

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