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Um dos recursos pedagógicos mais eficientes que existe é, justamente, deixar o aluno confortável, na hora de seu aprendizado. Isso porque, quando um aluno se sente confortável, ele não está sentindo medo.

E o medo é a pior barreira, na hora de se aprender algo.

Primeiro, porque quando sentimos medo, ainda mais quando somos crianças, a parte do cérebro que age é, justamente, a dos instintos. Ou seja, a parte primitiva, aquele que tem um único objetivo – garantir a sobrevivência.

Segundo, porque crianças não tem seu cérebro totalmente desenvolvido. Logo, não sabem direito como lidar com os instintos. Não entendem que as sensações causadas pelo medo (calafrios, corpo rígido, agressividade latente etc.) podem ser controladas.

Tudo bem – é papel dos pais ensinarem a criança a agir diante da sociedade. Mas é papel da escola, também.

 

Escola: a nossa segunda casa

crianças que venham de lares bem estruturados, e que tenham um contexto familiar ideal, tem dificuldades com a escola, de qualquer maneira.

Na escola, estão em um ambiente novo, com pessoas desconhecidas, em situações desconhecidas, e sem seus pontos de referência (pais, avós) para se espelharem.

Um lar ideal permite que o estudante se sinta acuado na escola, mas, não tanto, por ter sua casa como “contraponto”.

No caso de crianças oriundas de vulnerabilidade (assédio, alcoolismo, fome, insalubridade), essa dificuldade aumenta. Esses jovens não têm referências de um lar ideal. Então, elas já chegam na escola com medo, sem muitos pontos de referência em quem se espelhar.

Logo, idealmente, as escolas deveriam ter psicólogos e pedagogos prontos para minimizar esses traumas.

Como? Criando um ambiente de aprendizado ideal. Um ambiente com segurança física e emocional, alimentação de qualidade, infraestrutura mínima, entre outros.

Dessa forma, a escola se torna factualmente a “segunda casa” (ou a primeira, no caso de alunos de contexto de vulnerabilidade) do estudante. Ele se sente bem na escola. Se sente parte dela. Se sente em um “ambiente familiar”.

 

Conforto: bem-estar, não desmoralização

Quando vamos falar em ambiente educacional confortável, muitas pessoas pensam, erradamente, que estamos falando em um ambiente sem regras.

Isso é desrespeito, desmoralização. Não é o caso. Um ambiente confortável tem regras, claro. Mas além de regras, tem elementos que garantem a nossa sensação de segurança e bem-estar, como listamos antes.

Para tanto, alguns serviços, principalmente de psicologia e assistência social, seriam necessários. Isso não significa que não podemos minimizar os danos.

Primeiro, é muito importante que o aluno saiba que naquela escola ele não será agredido. Isso significa, combater o bullying, preconceito, racismo e demais questões sociais.

Ele precisa se sentir querido, no ambiente escolar. Que faz parte daquele ambiente.

Deixe o aluno ser quem ele é, desde que seja dentro de um limite moral e legalmente aceitável.

Segundo, o aluno precisa sentir que pode confiar nos professores. Um professor que é muito fechado, que não inspira confiança, que não “se abre” com os alunos, não cria vínculos. Os estudantes precisam de adultos que sirvam como “referência”.

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