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Pesquisas acadêmicas são essenciais, para qualquer país avançar enquanto produtor do conhecimento. Por isso, dedicar-se ao trabalho de pesquisar algo é uma função muito nobre.

Muitas pessoas, que se apaixonam por uma matéria, optam por seguir a vida com pesquisas, e esse é um trabalho tão árduo quanto qualquer outro, pois nele há uma investigação profunda sobre determinado tema, e essa envolve leituras, trocas observações e similares.

Contudo, começar uma pesquisa não é algo tão simples, quanto parece. Quando um pesquisador vai falar sobre sua obra, provavelmente ele falará seu tema de forma simplificada.

“Estudo Machado de Assis”; “Pesquiso sobre células-tronco”; “analiso a situação financeira do Brasil no século 21”.

Temas são mais ou menos fáceis de serem definidos. Porém, não são eles, que são pesquisados. É uma parte mínima, que surge a partir do que alguns estudiosos de metodologia científica chama de questão-problema.

O problema de pesquisa é a verdadeira essência da pesquisa. Mas o que é ela? Como definir essa questão? Veja os caminhos:

 

1.      Conheça o assunto com alguma profundidade

Para você fazer uma pesquisa, não basta apenas querer tratar de um tema. É preciso conhecer ele com certa profundidade, para que você identifique elementos novos.

Senão, sua pesquisa vira mera repetição daquilo que já foi feito. Dependendo do tipo de curso que você faz, isso não é tão ruim: você está dissertando sobre a literatura existente, naquele assunto.

Em uma pesquisa mais complexa, como um doutorado, repetir o que já existe é um erro: você precisa pensar em novas teorias.

Para isso, conhecer o tema com certa profundidade é vital. Você precisa saber identificar lacunas teóricas que existam.

 

2.      Seja o mais específico possível

Em pesquisas de stricto sensu, generalizações não são bem-vindas. Você precisa definir sua questão problema a partir de um nível de especificidade enorme, sob o risco de deixar muitas lacunas teóricas ou práticas.

Lacunas vão existir. Nenhuma pesquisa é a palavra final sobre qualquer coisa. Porém, se existirem muitas, sua pesquisa não trará nenhuma conclusão relevante.

A forma de evitar isso é pela especificidade.

Por exemplo: a economia brasileira. Você até pode falar que quer discorrer sobre a economia nacional nos anos 90. Porém, sem um recorte bem específico (por exemplo “A economia nacional na indústria da soja, na primeira metade da década de 90”), sua pesquisa será mero compêndio introdutório.

Um doutorado não pode ser isso.

Para encontrar sua questão problema, reduza as generalizações, o máximo possível.

 

3.      Não levante muitas hipóteses

Uma hipótese é uma resposta possível, para a sua questão-problema. Se a sua pergunta de pesquisa tiver muitas hipóteses, é sinal de que ela dá margem para muitas interpretações.

Logo, procure se concentrar em duas ou três hipóteses principais (que serão, provavelmente, os capítulos de seu trabalho), e use elas para definir sua pergunta de pesquisa.

Lembre, suas hipóteses não precisam ser frases curtas, igual à pergunta de pesquisa. Elas podem (e devem) ser formulações bem fundamentadas, e com bases bibliográficas sólidas.

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