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Estudar mitos e lendas de todo o mundo é fundamental, no ensino escolar, sejam as lendas do país ou cultura que for.

Mitos e lendas trazem ensinamentos e lições, além de histórias de criação, que compõem o centro de uma cultura, em seu sentido mais amplo, isso é, na forma de ver e entender o mundo, e se relacionar com tecnologias e vida cotidiana.

Por exemplo, a importância da mandioca na alimentação de povos originários do Brasil: além da questão da alimentação em si, existe uma lenda que explica por que a raiz é fundamental, para esses povos.

Dessa forma, o ensino, mesmo o mais tradicional, não pode prescindir do ensino de lendas. Entender uma lenda, conhecer as figuras, e os sentidos dessas é estudar, também, História, Linguagens e Geografia.

Porém, como fazer isso de uma forma original e criativa? Como ensinar mitos e lendas, sem usar uma abordagem tradicional (copiar da lousa e ler um livro técnico)?

 

1.      Adaptando as histórias para contextos contemporâneos

Existe um pensamento de que as novas gerações não leem. Em parte, isso é verdade. Porém, trata-se de uma verdade parcial, pois as novas gerações leem – mas leem gêneros que, não necessariamente, a escrita clássica.

Histórias em quadrinhos, publicações de redes sociais, memes… São gêneros escritos, que envolvem certa pesquisa e adaptação de conteúdo, e que são extremamente comuns, na vida dos alunos.

Esses gêneros não podem ser menosprezados, pois eles têm uma vantagem sobre livros tradicionais: são acessados e consumidos pelos jovens.

Dessa forma, o ensino de conteúdos pode acontecer por essas linguagens. Um fórum online com deuses gregos; memes com criaturas tupi-guarani; vídeos com orixás…

Há uma linguagem, falta o conteúdo dela.

 

2.      Dramatizações

Dramatizações são sempre uma forma eficiente, de passar um conteúdo. Colocar os estudantes para assumirem um papel exige algumas habilidades.

A primeira, é estudar a personagem, e estudar ela significa ler e compreender como essas figuras se manifestam, quais são os valores por de trás da figura histórica e afins.

A segunda, é a habilidade de transpor esse conhecimento e a persona da personagem, em uma linguagem acessível e concreta.

Isso é, colocar o aluno para contar a história e criar a personagem, mas a partir da forma como ele entendeu a lenda, e não como uma literatura tradicional apregoa.

Inclusive, avaliando o aluno, não por questões de dramaturgia, mas, o que é central nesse caso, pelo conteúdo.

 

3.      Analogias com o “mundo real”

Considerando que as lendas são representações de realidade, uma das formas de trabalhar com mitos e lendas é associando-as à realidade concreta.

Reconhecer questões de política em lendas, identificar demandas sociais em mitos de criação, apontar relações econômicas em histórias populares são algumas das ações que podem ser tomadas, para falarmos de lendas, em escolas.

Não devemos pensar que essas adaptações e analogias sejam uma “perda” da natureza das lendas. Acima de tudo, são uma forma de falar de cultura popular de forma acessível.

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