Uma das maiores dificuldades que pessoas com pouca renda enfrentam é sobre como guardar dinheiro. Isso porque, tendo ganhos mensais baixos, seu poder de investimento também não é tão alto.

Porém, economizar não é impossível, quando você tem dívidas menores do que seus ganhos. E no caso de ter dívidas maiores, aí se trata de parar de criar dívidas novas. Como fazê-lo, porém?

A resposta passa, necessariamente, por educação financeira e planejamento de verbas. Confira:

 

1.     Defina objetivos e prazos para eles

Ter objetivos claros faz com que você não invista o dinheiro em banalidades. Ter prazos faz com que você organize melhor seu calendário de gastos.

Por exemplo, se o seu objetivo for financiar uma casa, você tem aí uma meta (o valor do financiamento). Agora, basta entender seus ganhos, para definir, de forma realista, um prazo para atingir essa meta.

Veja bem: de modo realista. Se você tem ganhos totais de 3 mil e contas fixas de 2 mil, não adianta pensar que esses 1 mil ociosos serão apenas para seu objetivo. Seja realista, analise a própria vida e veja quais são as contas variáveis, e quais dela é possível reduzir ou eliminar.

 

2.     Estude seus lucros e dívidas

Essa fórmula – estudar lucros e dívidas – significa basicamente descobrir como equilibrar suas contas mensais fixas e móveis, a partir do que você recebe.

Mas não só. Algumas contas fixas – por exemplo, a de luz – são intransponíveis (você vai deixar de pagar a luz algum mês?), mas podem ser reduzidas.

Entender o que gera essas contas, e buscar alternativas, é vital, para quem quer ter uma dimensão real dos gastos.

 

3.     Crie fórmulas para orientar seus gastos

Uma Fórmula de orientação de gastos pode ser uma ótima forma para você saber quais são suas contas, e qual a prioridade delas.

Uma fórmula clássica é a de 50-30-20. Ou seja:

  • 50% de seu salário é para as contas fixas;
  • 30% é para contas não essenciais (“luxos”: restaurantes, lazer, compras…);
  • 20% é para investimentos e fundos emergenciais.

Claro que esse esquema é genérico, e varia de núcleo para núcleo (uma pessoa solteira pode adotar outra divisão, por exemplo).

Mas ele ajuda a criar um hábito vital para quem quer economizar: o de não ultrapassar limites.

Outro elemento é o que diz respeito à hierarquização de contas. Dentro do seu limite de gastos com “luxos”, você precisará definir qual o seu gasto não-essencial mais importante, naquele mês – e se fixar nele.

É um trabalho de reeducação, para a própria forma como você enxerga sua vida.

 

4.     Renegocie dívidas altas – e inclua elas na sua fórmula de gastos mensais

Se você contraiu dívidas altas no passado, não tem problema, desde que você não contrarie novas.

O próximo passo é saldar as antigas. Para tanto, renegocie essas dívidas dentro das suas possibilidades – e inclua-as na sua fórmula mensal de gastos, na categoria contas fixas.

Não deixe que os juros dessas dívidas virem uma bola-de-neve financeira: organize-se!

 

Veja Também:

Está “bombando” na Internet:

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original