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Sonho de muitas pessoas que gostam de música e de artes, virar um cantor parece uma tarefa simples, não é? Afinal, quase todo mundo consegue produzir sons com a boca, e mesmo pessoas surdas de nascença conseguem ser ensinadas a utilizar as cordas vocais.

Entretanto, a verdade é que ser um cantor profissional é algo bem mais distante do que filmes e reality shows tentam provar.

Aquela história da menina que foge de casa para cantar no rádio escondida dos pais foi a realidade de muitas cantoras da Era de Ouro do rádio brasileiro.

Mas essas foram uma exceção. Pergunte para alguém mais velho: centenas de meninas tentaram virar “as cantoras do rádio”. Apenas 1 se tornou Dalva de Oliveira.

Artistas consagrados como Angela Maria e Mário Lago vieram de lares musicais (ela, cantora de igrejas; ele, filho de um maestro).

Hoje, ser um artista da voz exige estudos. Muitos estudos. Além de cuidados paliativos. Como assim? Vejamos:

 

1.      Ser cantor profissional significa ser músico

A diferença entre um cantor profissional e um fã de karaokês é a mesma de um médico, para uma avó dona-de-casa que receita canja de galinha.

Um cantor profissional é alguém que estuda sobre um instrumento musical, e as complexidades em torno dele. Porém, o instrumento é sua voz.

Logo, um cantor precisa entender de harmonia e composição. Precisa saber o que é um ponto e contraponto, e como usar a voz em uma música polifônica. O que são breves e semibreves…

E claro – AFINAÇÃO! Cantores fora do tom acabam com a música.

A música é arte, emoção e criatividade, sem dúvida. Mas é, juntamente a isso, uma série de teorias estéticas – a famosa teoria musical.

 

2.      Não basta cantar – é preciso estudar canto

Cantar profissionalmente significa estudar canto. Alguém pode correr: isso não faz da pessoa um maratonista. O mesmo acontece com a música.

Claro que há cantores de ritmos populares que não estudaram música. Mas eles são instruídos e orientados por produtores, maestros e músicos ao longo da vida, caso o contrário, não saberão manter a voz.

Porque a voz, como dissemos, é um instrumento. Ela deve ser trabalhada, ensaiada, aquecida, preservada. Para isso, há técnicas, exercícios, teorias.

Sem técnicas vocal, você desgasta (irreversivelmente) suas cordas vocais.

 

3.      Adote cuidados paliativos

Cuidados paliativos com a voz são medidas de saúde, para manter a qualidade e bem-estar vocal.

Coisas óbvias: não fumar, evitar bebidas frias e ar-condicionado, tomar bastante água, fazer exercícios de aquecimento.

Mas não só: se consultar com fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas, com periodicidade, é essencial, para detecção de problemas iniciais. E até mesmo a fisioterapia pode ajudar na manutenção da voz.

 

4.      Não se prenda a um estilo

Músicos profissionais precisam conseguir executar, minimamente, qualquer estilo.

Mesmo que você não queira cantar ópera ou mpb, estudar todos os estilos musicais é importantíssimo, para você aprender técnicas (pense bem: na ópera são cantores sem microfones em teatros gigantescos).

No início de carreira, você não poderá recusar trabalhos.

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