Um dos filmes mais famosos de Alec Baldwin é “O sucesso a qualquer preço” de 1992. Nesse filme, o ator faz o papel de um gerente de uma corretora de imóveis que é categórico: quem não atingir as metas está na rua.

Esse é um jeito de você ser desafiador com seus funcionários, e eventualmente, conseguir aumentar seus lucros. Mas, com toda a certeza, é uma atitude que será extremamente traumática para seus subordinados.

E isso pode, inclusive, levá-lo às cortes, por questões como assédio moral ou coerção.

Logo, como ser desafiador, sem ser ameaçador? Como “tirar seu pessoal da zona de conforto”, sem criar um “reino de terror”?

 

1.      Todos no mesmo barco

Para você tirar alguém da “zona de conforto”, mas sem causar traumas ou incentivar atos imorais (afinal, a ameaça pode levar algumas pessoas a fazerem atos corruptos), trie a ideia de “competição” da sua empresa.

Seus funcionários não estão competindo entre eles. Eles estão competindo contra a concorrência. Contra outras empresas do mesmo nicho.

E essa competição incluí… Você, o gestor.

Deixe isso bem claro: ou o coletivo tem sucesso ou fracassa. Dessa forma, você tira o peso individual de eventuais falhas. Além de fortalecer os vínculos entre funcionários.

 

2.      Chame os especialistas

Cada funcionário seu, provavelmente, tem potencialidades e habilidades de trabalho diferentes. se não for assim, provavelmente, esse é um dos motivos da sua empresa não estar indo tão bem.

Já se sua equipe for bem plural, divida as tarefas de acordo com as especialidades de cada um. E partir disso, desafie os funcionários a inovarem o processo, a partir da área que eles gostam.

Por exemplo, você precisa de uma redução de custos: entregue a tarefa ao contador da equipe, e desafie ele a pensar soluções.

Colocar o funcionário do TI no Jurídico, e vice-e-versa, não é “tirar da zona de conforto”, mas sim exigir que essa pessoa faça algo que, para ela fazer, seria necessário um curso superior.

Ou você pediria, por exemplo, pra um advogado fazer uma extração de dente?

 

3.      Seja o ombro amigo

Esteja pronto para ouvir as dificuldades de todos, sem julgar com dureza. Você pode desafiar, claro, mas esteja pronto para ver funcionários falhando.

E quando isso acontecer, não seja duro. Dê apoio, entenda que o desafio não deu certo, busque novas soluções.

Apague a ideia de “fracasso”. Grandes mudanças não surgem de um dia para o outro.

Reconheça o valor da tentativa; sempre reforce isso, na sua equipe.

 

4.      Divida os louros

Nada de falar “graças a mim”. O sucesso nesses casos é sempre um “graças a nós”.

Você pensou nas ações, dividiu os procedimentos, desafiou seus funcionários. Mas quem enfrentou os desafios foram eles.

Seu sucesso foi ter sido um bom coordenador. O deles, de terem sido bons operadores. O de você todos, de terem sido uma boa equipe.

Sem esse feedback positivo e coletivo, novos desafios serão impossíveis: sem o devido crédito, a moral da empresa fica minada.

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