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Uma das maiores dificuldades para muitas pessoas, atualmente, é o gerenciamento de suas contas domésticas. Isso acontece porque o Brasil perdeu sua tradição de ensino de Economia Doméstica, nos últimos 40 anos.

Tal matéria era essencial, para que os estudantes aprendessem princípios básicos acerca de suas finanças pessoais. Como consequência, muitas famílias vivem hoje endividadas, e sem conseguirem saldar suas dívidas.

Por outro lado, algumas escolas particulares têm incorporado à matérias às grades curriculares, seja como um curso extraclasse, seja como uma subárea de Matemática.

E como esse ensino pode ser feito? Quais são as práticas pedagógicas que favorecem o ensino de Economia Doméstica? Confira algumas dicas, recolhidas de escolas de diversas partes do Brasil.

 

1.      Simulando a construção de uma família

De longe, a forma mais fácil de ensinar Economia Doméstica e Finanças, para estudantes, é a partir da simulação de um núcleo familiar.

Some essa prática aos estudos sociais, novas concepções sobre família (famílias de casais homoeróticos, famílias de mães-solo etc.). Dessa forma, a escola trabalha, ao mesmo tempo, práticas antirracistas e finanças cotidianas.

Outros eixos que passam por esse cenário são discussões sobre valores. Isso é: sobre a valorização de bens materiais, formas de construir objetivos de vida e responsabilidades entre outros.

Ou seja, estudar Economia Doméstica simulando uma família significa, necessariamente, desconstruir noções tradicionais de família nuclear e debater planejamento familiar.

 

2.      Simulando um contexto empresarial

Lidar com uma família de uma perspectiva empresarial, nem sempre dá certo.

Mas para fins de didática na gestão de finanças, pode ser uma boa perspectiva. Principalmente porque, nesse caso é uma simulação.

Logo, os estudantes aprendem a lidar com problemáticas como contas fixas e variáveis, planejamento orçamentário e investimentos.

Além disso, um contexto empresarial pode servir para que lições sobre finanças sejam alinhadas à questões como ética, gestão de pessoas, gestão de lixo e recursos naturais, entre outros.

 

3.      Chamando os alunos a participarem das finanças da escola

Uma escola, muitas vezes, tem suas finanças decididas por um corpo diretor composto por gestores e comunidade discente, incluindo alunos e professores.

Assim, chamar os alunos para participarem das discussões acerca da administração financeira da escola não é um projeto, exatamente, novo.

Contudo, esse trabalho costuma ser feito em reuniões fora do horário de aula, as famosas reuniões da APM (Associação de Pais e Mestres) e reunião do Conselho de Escola.

Ampliar essas reuniões e as pautas dela para além dos horários específicos pode ser um projeto interessante, para trabalhar economia doméstica, ainda que a escola não seja exatamente, o que se entende por “doméstico”.

Primeiro, porque pode servir para conscientizar os alunos sobre o papel da escola, da formação de um currículo, a construção e elaboração de projetos etc.

Segundo, porque auxilia os alunos a entenderem como se dá uma administração escolar. Muitas vezes, os estudantes questionam dos motivos que fazem a escola não ter saídas pedagógicas, ou projetos dinâmicos.

Fazê-los compreenderem sobre a relação entre gastos e ganhos é uma estratégia, nesse sentido.

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Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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