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Quando trabalhamos leitura e interpretação de texto, na escola, muitos professores focam nos aspectos gramaticais e verbais desses. Trata-se de um trabalho fundamental, e um conhecimento de grande importância, a ser desenvolvido.

Porém, saindo da pragmática do ensino, podemos trabalhar com textos de vários gêneros para além da esfera puramente verbal. Principalmente, quando esse está inserido em um contexto social.

Quando temos um texto em um contexto social, há outros níveis de comunicação. Alguns, bem sutis. Por exemplo, uma propaganda de uma loja de moveis na TV, que, quando anuncia uma “queda nos preços” traz, de fundo, o som de uma explosão.

Interpretar esses níveis de linguagem, bem como instrumentalizar os estudantes nela, é uma das funções da escola, e de aulas como Português e Artes.

Essa modalidade é chamada, nos estudos de comunicação, de semiótica, e uma forma de trabalhar esses, é por uma leitura multissemiótica.

 

A Semiótica e os gêneros multissemióticos

A semiótica é uma área dos estudos de comunicação.

Alguns dos mais importantes teóricos dela são Charles Sanders Pierce (1839-1914), Roman Jakobson (1896-1982) Umberto Eco (1932-2016) e no Brasil Haroldo de Campos (1929-2003) e Lucia Santaella (1944).

O que a semiótica – e os semiólogos citados acima – estuda é, de maneira geral e resumida, a linguagem de símbolos e ícones presentes na sociedade. Em outras palavras, a comunicação não-verbal.

De maneira geral, podemos dizer que todas as formas de comunicação são multissemióticas, isso é, que todas as formas de comunicação apresentam mais de um aspecto de sua composição, que dá sentido, para além daquele principal.

De forma mais clara, pensando uma lista de mercado, colocada em uma geladeira: ali, além da comunicação verbal, tem a comunicação estética (é um pedaço de papel sem importância, depois de seu “consumo”), tem seu público-alvo.

Claro que com gêneros mais complexos – esses sim, interessantes de serem trabalhados na escola – os níveis multissemióticos aumentam.

 

 As diversas linguagens de uma peça de comunicação

Se formos pensar textos como panfletos políticos, propagandas na TV ou músicas, a ideia fica mais clara: há muitas formas de se comunicarem as ideias ali, além do texto.

Se for um texto impresso, temos as imagens. Tem a foto, a letra utilizada, o esquema de cores, o tamanho do veículo (o tamanho de um panfleto de moveis é diferente de um de imóveis, por exemplo), o tipo de papel – além, claro, do conteúdo textual.

No caso da TV, esses níveis de linguagem só aumentam. Do canal onde passa a propaganda ao elenco que encena ela, passando por cenários, textos, efeitos sonoros e música, tudo é uma comunicação ou influencia a comunicação.

O mesmo na música. Se pensamos n’As Quatro Estações de Vivaldi, identificamos diferenças substanciais nos sons (e em termos mais técnicos, nas escalas harmônicas e no tempo) da peça Inverno para a peça Verão, por exemplo.

Ensinar o aluno a identificar, e interpretar, essas diferenças é a essência de uma aula de Artes ou Português, que se proponha a trabalhar com interpretações multissemióticas.

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