Muito populares há pelo menos 40 anos, os jogos de RPG (Role Playing Game – jogo de assumir papeis) antes eram vistos com ressalvas por pais e educadores, que consideravam que o jogo poderia deixar as crianças alienadas ou violentas.

Acontece que isso pode acontecer com qualquer tipo de jogo, e mesmo com qualquer tipo de atividade.

Já os RPGs, esses, ao contrário, são até recomendados, e podem servir para a produção de sequências didáticas e atividades escolares, com crianças de qualquer idade.

Os jogos dessa natureza não apenas estimulam a coletividade e noções de civilidade (perdas e ganhos, paciência, etc…) – como todos os jogos, aliás.

Aqui temos também lições de criatividade e proatividade. E, essas podem ser combinadas, ainda, com outras matérias, para virar um poderoso recurso didático. Sabe que matérias são essas? Confira:

 

1.      História

Um RPG é um jogo que envolve uma narrativa. Mas, por narrativa, não devemos nos prender apenas em ficção. Pois, aulas de Historia também são narrativas.

Assim, você pode criar um RPG com episódios Históricos, e colocar os alunos frente decisões e dilemas que figuras como Churchill, Vargas ou Cortez enfrentaram.

Inclusive, você não precisa seguir a Historia oficial, mas trabalhar com possibilidades, alternativas. Trabalhar com um “e se”, que revela tanto sobre o passado, quanto um relato oficial.

 

2.      Literatura

Narrativa. Só precisamos dizer isso.

Imagine um RPG, por exemplo, de Iracema ou Os Três Mosqueteiros ou mesmo livros sem um enredo tão dinâmico, como Dom Casmurro. Não importa qual a trama: os alunos assumem a persona de uma personagem, e agora precisam agir – não conforme o livro, mas sim, conforme a personalidade das personagens do livro.

Além disso, em redação, jogos dessa natureza podem ser muito aproveitados, pois estimulam a criatividade dos alunos, que precisam criar enredos, personagens e desenvolver a personalidade deles.

 

3.      Mitologia

Mesmo caso acima. Inclusive, porque RPGS começaram assim. Com enredos envolvendo criaturas mitológicas da cultura anglo-saxônica, (cavaleiros medievais, dragões, bruxas, entre outros).

Agora, imagine um jogo no qual bandeirantes precisam enfrentar um lobisomem, ou indígenas, a Yara. Além de mitos greco-romanos, outra vertente de RPGS tradicional, claro.

Lembrando que, mais importante do que conhecer uma história, é conhecer as personagens. Assim, com alunos assumindo a personalidade de um saci ou do curupira, por exemplo.

 

4.      Sociologia

Por sociologia, você pode pensar em um jogo que reproduza questões políticas, mas também pode pensar em coisas mais simples, do dia a dia, mas que force o estudante a assumir posições e decisões.

Um RPG com enredos como “a filha que engravidou”, “o filho que usou drogas”, “o primeiro amor”, entre outras, podem ser usados para debater esses assuntos, e fazer os alunos a refletirem sobre eles.

 

5.      Classes de Alfabetização

Muito similarmente a um jogo de tabuleiro, um RPG que estimule os alunos a lerem e escreverem pode ser uma mão-na-roda em turmas de alfabetização, com situações envolvendo leitura e interpretação.

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