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Um dos jogos mais populares entre as populações indígenas das Américas, especialmente entre as comunidades amazônicas, é o Jogo-da-onça, um jogo de tabuleiro e estratégia, com 15 peças – 14 cachorros e 1 onça.

Cada vez mais conhecido e ensinado em escolas públicas e particulares de todo o Brasil, o jogo vem se mostrando um ótimo recurso psicopedagógico.

Isso porque, a partir de suas regras, é possível estudar probabilidades, conjuntos matemáticos e geometria.

Porém, por ser um jogo bastante tradicional, muitas outras matérias podem usá-lo como base, para apresentarem e aprofundarem temas curriculares.

Assim, conheça um pouco mais sobre o jogo, e como utilizá-lo na escola.

 

O jogo

O tabuleiro, é organizado em duas partes.

A primeira é um quadrado, com cinco linhas horizontais, cinco verticais e três diagonais da esquerda pra direita e da direita pra esquerda.

A segunda é um triangulo dividido por uma linha vertical e uma horizontal.

Essas linhas e os pontos de intersecção de linhas verticais, horizontais e diagonais são as opções de movimento das peças.

As regras, por sua vez, são bastante simples:

A peça da onça (que começa no centro do tabuleiro), precisa “comer” 5 cachorros, no estilo do jogo de dama – isso é, passando por cima da peça, para a casa seguinte.

Já os cachorros (que começam ocupando os 10 espaços no fundo o tabuleiro e os dois em volta da onça) precisam cercar a onça (isso é, deixar a peça sem opção de movimentos, na direção que for).

Ambas as peças podem andar em qualquer uma das oito posições que lhes cercam, mas apenas um movimento por jogada, a exceção da onça, que avança duas casas, quando vai “comer” o cachorro.

 

O Jogo-da-onça e o ensino de História

Para além da Matemática, uma matéria que pode ser facilitada por qualquer jogo de tabuleiro (tenha em vista as associações entre enxadrismo e cálculos), o Jogo-da-onça pode ser aproveitado pelo ensino de História.

Por ser um jogo bastante tradicional entre populações nativas das Américas, o “onça” traz uma ideia de cosmogonia ancestral. Ele ensina sobre práticas cotidianas daquelas sociedades.

Cabe, dessa forma, que o professor de História discuta essas práticas. O que significaria, a um jovem indígena, aprender estratégias de combate – fosse contra outras pessoas, fosse contra animais? O que o jogo revela sobre a relação entre a sociedade humana, e o meio ambiente, no contexto de povos originários?

Algumas dessas questões podem nortear um currículo de História transdisciplinar, a partir do estudo do Jogo-da-onça.

Outro aspecto do jogo diz respeito à debates e discussões envolvendo Ecologia e Agroecologia: afinal, o jogo é sobre caçar uma onça. Mas quais são as versões que envolvem a caça? Em que situações ela é (ou não é) aceita?

Isso tudo perpassa um ensino de História, que busque uma concepção de nações originárias divergente daquela consolidada pelo registro europeu.

Entender o jogo, em certa medida, é entender uma cosmovisão indígena e uma concepção social e política de uma população ancestral diferente.

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