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Por causa dos aumentos expressivos nos preços dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou, na tarde da última segunda-feira (28), a demissão do general Joaquim Silva e Luna da presidência da Petrobras. Para o lugar do militar, foi indicado o nome do economista Adriano Pires de Andrade, sócio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

O nome de Adriano Pires é bem cotado pelo mercado financeiro, visto que possui uma experiência de 40 anos na área, além de defender a manutenção da paridade de preços do petróleo do mercado internacional do que é praticado aqui no Brasil. 

Você ainda não conhece o novo presidente da Petrobras? O JC Concursos levantou as principais informações sobre ele e as suas posições em relação ao preços dos combustíveis. 

Adriano Pires é formado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1983, ele concluiu o mestrado em Planejamento Energético pela COPPE (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia). E quatro anos mais tarde, fez um doutorado na França em economia industrial pela Universidade de Paris XIII. 

O novo presidente da Petrobras já foi professor adjunto do Programa de Planejamento Energético da UFRJ, exercendo as funções de pesquisador e consultor junto a empresas e entidades internacionais. Por conta da sua experiência acadêmica, ele atuou na Unesco, Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e Unicamp.

Ele também já teve uma indicação política para atuar como diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) em 2001, nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). 

Atualmente, Pires é diretor-fundador do CBIE e atua coordenando projetos e estudos para a indústria de gás natural, a política nacional de combustíveis, o mercado de derivados de petróleo e gás natural.

Conheça o posicionamento do novo presidente da Petrobras

Mesmo com a cobrança de políticos, como Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), sobre o reajuste frequente nos preços dos combustíveis, Adriano Pires defende a manutenção da paridade dos preços praticados no mercado interno com o internacional. Inclusive, ele é um defensor histórico dessa política.

Recentemente, ele comentou que a alta do petróleo pode ser favorável para o Brasil, visto que o país é um grande produtor e exportador da commodity. Essa posição é justificada porque o petróleo mais caro provoca um aumento na arrecadação nos cofres públicos. 

Com isso, ele comparou a situação brasileira com a Arábia Saudita. Na época, ele disse que os sauditas preferem um barril de petróleo cotado a US$ 200 do que a US$ 50, pois teria uma margem maior para o lucro. Deste modo, o Brasil também se beneficia com o movimento de alta no mercado internacional por causa da sua importância estratégica no setor energético. 

Logo, a política atual de negociar de acordo com a cotação do dólar e do barril do petróleo não deve ser alterada com a sua nomeação. 

Por outro lado, Pires defendeu recentemente a criação de um fundo de estabilização para evitar repasses de preços ao consumidor nos momentos de forte valorização do petróleo, como acontece atualmente por conta da Guerra na Ucrânia. 

Ele argumenta que o fundo não irá resolver o problema do aumento do preço dos combustíveis, mas deve ajudar com a diminuição da volatilidade da commodity. Com isso, a tendência é a redução temporária nos preços. 

Além disso, Pires defende usar parte do aumento da arrecadação para criar programas sociais para subsidiar as tarifas do transporte urbano, dar um auxílio aos caminhoneiros autônomos e aumentar o número de famílias beneficiadas com o auxílio-gás.

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