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Um novo conceito de interação virtual dominará o mundo, em dez anos. Pelo menos, essa é a aposta de Mark Zukerberg, criador do Facebook, em anúncio mundial, no último dia 27 de outubro.

Zukerberg anunciou que, agora, seu conglomerado de empresas passa a se chamar Metaverso, embora o Facebook, o Whatsapp e o Instagram continuem a existir com esses nomes; já a ideia do aplicativo é justamente um “universo que vá além”.

Isso é: um mundo digital que vá além do uso da rede para se comunicar.

A ideia de Metaverso, para Zukerberg é a de um ambiente de interações virtuais dos mais variados níveis e que, com o uso de aparelhos como os óculos de Realidade Aumentada, seja possível a interação entre pessoas, por meio de avatares e apps exclusivos.

Para os mais céticos, não é nada muito distante do que já vivemos, na verdade. Talvez, o frisson de uma “realidade aumentada”, isso é, uma vida com sensações produzidas pelos meios digitais seja mais uma publicidade, do que algo de importância, em si.

 

“Cortina de fumaça” para polêmicas?

Uma das principais críticas à criação de Zukerberg é a de que o anúncio seria uma tentativa de reduzir, ou diminuir, as polêmicas geradas pelas revelações de que o Facebook manipulou informações durante campanhas eleitorais e de que a empresa tinha relatórios apontando para os riscos à saúde mental, de alguns aplicativos.

Seja como for, a estratégia deu certo, e as ações da empresa tiveram uma alta no final de outubro.

Isso não diminuiu os debates sobre como a rede pode ser nociva. Apesar disso, em evento recente, Chris Cox, líder de negócios da empresa de Zukerberg, procurou desviar as atenções para as denúncias, ressaltando a importância de investigações e medidas cabíveis sérias.

O que pouco se comenta é que esse posicionamento soou um tanto vago…

 

O que é o metaverso, e o que ele muda?

Assim, chegamos ao momento em que cabe nos perguntarmos: o que é o metaverso e o que ele mudará na vida das pessoas?

Uma das explicações de Zukerberg, que parece ter ares de ficção científica, ou da série inglesa The Black Mirror é a de que, com o metaverso, ao invés de acessarmos a interent, estaremos, o tempo todo nela.

Como assim?

Primeiro, é preciso retomar a ideia de Realidade Aumentada.

Com ela, por meio de aplicativos e aparelhos como os smartglasses (óculos com um software navegador) ou a assistente virtual Alexa (que atende a comandos de voz), é possível acessarmos a internet sem precisarmos acessar um computador.

Isso permitiria interações virtuais com uma maior sensação de realidade. Com isso, é possível o usuário fazer reuniões, ir a shows, entre outros, sem sair de casa.

Duas coisas saltam à vista: primeiro, o Metaverso parece bastante com o (hoje esquecido) second life. Segundo, a necessidade de aparelhos vai apenas reforçar a exclusão e elitização digital.

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Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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