Em novo cenário, o aluno passa a ser protagonista do processo de aprendizagem com base no senso crítico e na reflexão.

Em meio à conectividade proporcionada pela tecnologia e pelo acesso à informação, diferentes mudanças são percebidas nos setores sociais, como na educação. No novo contexto, a metodologia ativa surge como uma forma de ensino em que o aluno passa a ser protagonista do seu processo de aprendizagem. Para implantar o método, é preciso que os profissionais do ensino estejam atentos a um novo material didático.

A reflexão e o senso crítico são conceitos pedagógicos básicos para as metodologias ativas de ensino. A ideia é criar uma atmosfera de aprendizado em que a construção do conhecimento seja valorizada a partir da interação entre as pessoas. Com isso, busca-se a possibilidade de interpretação e de intervenção sobre a realidade.

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), do Ministério da Educação (MEC), o objetivo da metodologia ativa é incentivar os alunos a aprenderem com autonomia e participação a partir, principalmente, de situações reais e de problemas. O professor deixa de ser o centro de todas as informações e passa a atuar como mediador, colocando o aluno para pensar, pesquisar e se desenvolver.

 

Material didático utilizado nas metodologias ativas

Para atender ao novo método, as instituições educacionais enfrentam alguns desafios quanto ao material didático. As diretrizes da BNCC indicam os livros e o currículo escolar a serem seguidos como base. A partir desse norte, as instituições podem buscar conhecimento em outras fontes, como na adoção de material pedagógico que ajude no processo.

Para que as metodologias ativas sejam colocadas em prática de maneira eficaz é fundamental conhecer a sua tipologia. Com a visão ampliada e o desenvolvimento de espaços compartilhados, a sala de aula invertida, onde o aluno é o protagonista, é uma das propostas. Ela pode ser colocada em prática por meio do modelo híbrido e digital de ensino.

O método relaciona o ensino teórico ao ensino prático dentro e fora da sala de aula e utiliza as atuais ferramentas digitais como suporte para as dinâmicas. As metodologias ativas fazem parte também do grupo de técnicas Inquiry-Based Learning (IBL), que significa aprendizagem baseada em problemas. Como destacado pela BNCC, são selecionados problemas multidisciplinares, em que o professor é o orientador e os alunos discutem o conteúdo.

A técnica Team Based Learning (TBL) é o aprendizado baseado em equipes com a abordagem centrada no aluno. Ela desperta a curiosidade do estudante que, a partir de concepções individuais, desenvolve-se nos debates coletivos sobre diversos temas.

Já o Peer Instruction (instrução entre pares) é uma forma interativa de ensino entre professor e aluno. O professor apresenta uma questão e os estudantes interagem para chegar a uma resposta com abordagem crítica da disciplina.

O MEC destaca que professores de escolas de todo o Brasil consideram o uso de metodologias ativas colaborativas, como os jogos, para a aprendizagem significativa do estudante. Com isso, é possível pensar em um material didático para educação infantil que se aproprie de técnicas e recursos lúdicos.

 

Competências desenvolvidas pelo método

O trabalho com metodologias ativas desenvolve competências como o senso crítico, em que o aluno é incentivado a buscar e a investigar informações a partir de perguntas ou de desafios propostos pelos professores. A compreensão da informação recebida também é uma habilidade desenvolvida por meio da análise e da contextualização da situação associada a outros acontecimentos.

Segundo a BNCC, a autonomia para aprender é a capacidade do aluno desenvolver a sua própria aprendizagem “por meio da construção entre pares e com consciência sobre os seus objetivos e estratégias de ação”. Assim, as diretrizes do método buscam despertar o senso de interação, negociação e comunicação entre o grupo. A convivência e a inteligência emocional também são aptidões almejadas para a aprendizagem colaborativa.

Como a metodologia incentiva a discussão e a reflexão sobre os temas estudados, a autogestão afetiva é uma competência importante e que leva em consideração as atitudes interpessoais que podem facilitar ou dificultar a qualidade de aprendizagem de cada um. Junto a isso, a tomada de decisão individual e em grupo é um ponto também avaliado para formar indivíduos com capacidade de liderança.

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