Em nosso artigo sobre a Modernidade, fizemos a afirmação de que o referido termo não significa a mesma coisa que Modernismo.

A Modernidade, como nós falamos, é um período da história humana recente (data dos últimos 500 anos, mais ou menos), e sua principal característica é no que se refere às transformações sociais, culturais e tecnológicas, pelas quais a humanidade passou.

Isso é, se antes o poder político estava centralizado em duas figuras principais (o Rei e o Papa católico), agora, esse está diluído, também entre aqueles que detém o capital e os commodities necessários para a sustentação da sociedade – os burgueses.

Ou seja, na Modernidade, surge uma nova elite na Europa, e essa tem sua origem na produção de bens de consumo – e, posteriormente, no século 18, na produção de bens industriais, usados tanto na produção de novas tecnologias, quanto na produção de aparelhos de consumo cotidiano.

Essa caracterização que fizemos acima, bem rapidamente, é o cerne da Modernidade.

 

O Modernismo: um movimento estético do século 20

Mas não necessariamente o Modernismo. O modernismo é, acima de tudo, um movimento estético das artes plásticas, dramáticas, literárias e musicais.

Além disso, é um movimento que tem localização temporal muito específica: é um movimento estético especificamente do século 20.

Mas talvez tenha faltado darmos mais explicações nesse sentido.

Possivelmente, inclusive, o termo “Moderno” no sentido de “inovador”, “mente aberta”, “livre” etc. vem, mais do Modernismo, do que da Modernidade.

Isso porque obras de arte Modernistas são caracterizadas justamente por esse espectro de rompimento com tradições e inovação artística.

Podemos dizer, inclusive, que o Modernismo surge como uma reação das artes tradicionais à obsolescência, causada por essas tecnologias.

 

Fotografia e cinema: novos parâmetros de consumo de cultura

No século 20, aparelhos tecnológicos como câmeras fotográficas e filmadoras de cinema, em um primeiro momento, “roubam” tornam o trabalho de pintores e dramaturgos.

Isso impulsiona esses artistas a buscarem novas formas de produzirem suas obras. Movimentos como o Expressionismo de Van Gogh refletem essa “briga” contra a fotografia; são imagens que não só registram – mas expressam.

Já obras abstratas, como os quadros de Tarsila do Amaral e Picasso surgem para mostrar que, na pintura não haveria limites, diferente das fotografias.

 

O popular nas artes

Outra questão que marca o Modernismo em todo o mundo é o interesse dos artistas em reproduzirem a estética da população. Trata-se, inclusive, de um viés ideológico: tornar a arte algo acessível a quem não tinha instrução formal.

Na literatura, isso é bem visível em poemas de Manuel Bandeira e Oswald de Andrade, que imitam sotaques caipiras. Nas artes plásticas, pinturas de Di Cavalcanti e Portinari mostram cenas rurais.

 

Psicologia e Artes

Outra questão importante no Modernismo é a inserção de elementos de Psicologia nas obras, pois essa área começava a mostrar a complexidade da mente humana.

Quadros como os de Dali refletem o inconsciente. Já livros como Vidas Secas trazem uma narrativa de forte carga psicológica, ao apresentar sentimentos de forma desordenada.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

Abrir Chat