Um dos tópicos que causa mais dúvidas, em grande parte dos estudantes é Modernidade. Quando vamos estudar qualquer área de humanidades, seja para fazermos concursos e provas como o ENEM, seja por questões do currículo de um curso, essa palavra aparece – nunca sem causar dúvidas.

Afinal, o que é Modernidade? Quando ela começou? Por que ela não é a mesma coisa que Modernismo? Qual a importância do conceito, para as Humanidades?

 

O fim da Idade Média

Antes de termos a modernidade, temos os séculos pré-Modernos, e isso é menos óbvio do que parece, porque dividir períodos antes do século 17 é algo meio controverso.

De maneira geral, temos as eras pré-cristãs, e isso é o que se pode chamar de Antiguidade Clássica. Em política, a Antiguidade Clássica é marcada pelo surgimento de pequenas nações (gregos, fenícios, saxões) e pelo surgimento do Império Romano.

O fim da Antiguidade Clássica, normalmente, é identificado no século 5 d.C. com o fim do Império Romano do Ocidente.

Então, a Idade Média, período cuja principal característica é a consolidação de grandes reinos europeus e as cruzadas – as brigas contra mulçumanos, pelo domínio de Jerusalém, importante rota comercial.

E é no fim da Idade Média, no século 15, que identificamos o início da Modernidade.

 

O Moderno não é o Contemporâneo

Costumamos falar, na linguagem comum, que uma pessoa moderna é uma pessoa com a mente aberta, alguém que aceita mudanças, que enfrenta formas retrógadas de viver a vida.

Isso pouco tem a ver com Modernidade no sentido usado nas Ciências Sociais. Essa concepção tem mais a ver com Contemporaneidade.

Porém, conceitualmente, as duas noções têm uma ligação, em alguma escala. Isso porque, ao longo dos séculos 15 e 16, a Igreja Católica foi perdendo prestígio e poder político, e algumas noções e fundamentos foram sendo abolidos.

Ou seja, as pessoas dessa época começaram a ter práticas e visões de mundo mais “abertas”, e mudanças foram sendo aceitas.

 

A Economia e Ciências avançam na Europa

As principais mudanças que a Modernidade são no que dizem respeito à Economia e Ciências.

Do ponto de vista econômico, o acúmulo de capital começou a ser permitido. Antes esse ato era visto como um pecado chamado de usura. Dessa forma, apenas alguns pouco nobres tinham direito a deter riquezas, e ainda assim, mantendo relações mais estreitas com a Igreja.

As mudanças na forma como a Economia nacional eram encaradas, permitiram o surgimento de pessoas com poder financeiro, independente dos governos. Essas pessoas eram, geralmente, donos de burgos (isso é, grandes fazendas).

Daí vem o termo “burguês”.

Do ponto de vista das Ciências, começamos a ter um avanço em Ciências Naturais e Geociências.

Nas Ciências Naturais, atos como necropsia (abrir cadáveres para fins de estudo) e alquimia permitiram o avanço de Ciências Médicas, Químicas e Biológicas.

No campo das Geociências, os novos padrões de Sistema Solar e Geografia Terrestre encorajaram explorações marítimas – e a consequente “descoberta” da América e colonização dela, pelos europeus.

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