Quando vamos falar de História das Religiões, há duas que são muito populares no Brasil, mas confundem a muitas pessoas: o Candomblé e a Umbanda.

Ambas as religiões são de matriz africana (mas não são africanas) ambas cultuam orixás, ambas usam práticas mágicas, ambas usam cantos e músicas com atabaques, ambas usam fios-de-contas com significado específicos, ambas fazem oferendas e trabalhos com alimentos e elementos da natureza, e ambas fazem parte da história do Brasil.

Mas ambas são diferentes.

Como assim? Vejamos (lembrando, aqui é uma introdução rápida):

 

Candomblé – o culto aos orixás

O candomblé é uma religião de matriz africana, mas não é africana propriamente dita. Como assim?

De maneira mais geral, o que podemos dizer é que no Continente Africano, antes das invasões europeias e otomanas, anteriores ao século 19, havia várias nações e impérios, compostos por vários povos diferentes.

Alguns deles são: os bantos, os nagôs-iorubas, os jingas, os congos, os malês, entre muitos outros.

E alguns desses povos cultuavam orixás. E o que é um orixá? O orixá é uma entidade espiritual, que responde a um único deus-criador (Olorum). O orixá é dotado de certos atributos, que utiliza para produzir atos mágicos, quando estão incorporados, nos cultos.

Por exemplo, Xangô, Exu, Oxum, Iemanjá.

Cada nação do continente africano que fazia o culto dos orixás cultuava apenas um. Quando começou o sequestro de populações de África, para a escravização, essas pessoas eram colocadas nos barcos aleatoriamente, a fim de impedir um motim.

Assim, em um navio negreiro poderia haver pessoas nagô, jinga, xhosa, malês… Nas américas, essas pessoas precisaram começar a se adaptar, religiosamente. Então, todos os elementos que citamos acima foram sendo estruturados em uma única forma.

Surgiu daí o candomblé (do quimbundo: casa de dança, em referência aos cultos). Porém, com o tempo, diversas vertentes do candomblé foram surgindo, dentre as quais, o candomblé queto, banto, angola, e similares.

Similarmente, elementos de religiões indígenas, eventualmente foram incorporados em algumas vertentes

 

Umbanda – o culto aos ancestrais

Já a umbanda era uma série de práticas executadas por algumas nações candomblecistas. Tanto que a palavra, na língua quimbundo, significa “Arte de cura”.

Essas práticas vinham sendo executadas desde o surgimento dos primeiros escravizados do Brasil. Porém, aqui, houve bastante influência de religiões e práticas ocultistas indígenas e europeias, além das influências católicas, kardecistas, hinduístas e similares.

Na umbanda, há orixás, mas em algumas correntes, eles não incorporam, nem interagem. Quem faz isso são os guias, espíritos que já viveram na terra, e agora estão em outro plano de existência, vindo ao nosso para dar consultas e realizar curas.

Por exemplo, os caboclos, exus, baianos e boiadeiros.

Outra questão da umbanda, é sua data de “surgimento” (hoje, questionada por muitos teólogos): 15 de novembro de 1908, quando o jovem Zélio Fernandino de Moraes recebe o Caboclo das Sete Encruzilhadas, em uma sessão kardecistas.

Hoje existem casas de umbanda diferentes, com fundamentos diversos, influências diversas (algumas falam em Jesus, outras não).

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