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Antigamente, a escola era um espaço de formação intelectual – ponto. Isso é, o estudante precisava ir para aprender uma matéria e nada mais do que isso.

Romances como O Ateneu (1888), de Raul Pompeia, mostram esse perfil: uma escola conteudista, na qual o estudante não é visto como um ser individual.

Com o crescimento de correntes da psicologia comportamental e da educação ganhando espaço, esse perfil da relação escola-estudante vem mudando.

Cada vez mais, gestores escolares percebem seu trabalho no sentido de acolher crianças das mais diversas origens, personalidades e famílias.

Não só, a escola tem a função de preparar essa criança para o mundo tanto como profissional, quanto como cidadão.

E como cidadão, isso incluí a formação social e psicológica da personalidade. Por isso, temos a educação socioemocional.

 

Educando para viver em sociedade

o primeiro ponto de um trabalho de educadores – sejam psicólogos, pedagogos ou professores – em educação socioemocional é a relação do indivíduo, na sociedade.

O estudante não é um ser isolado do mundo, mas um sujeito histórico. Isso é, ele tem seu contexto familiar, seu contexto cultural, seu contexto urbano, entre outros. Todas essas esferas formam sua personalidade.

Porém, viver elas não é algo tão simples quanto parece. Se é que as viver parece simples, pois sabemos que viver em sociedade não é algo tão natural, quanto alguns querem fazer parecer.

Crianças precisam ser ensinadas a não vivenciarem sua relação com o mundo de forma egocêntrica e individualista. Precisam aprender a sistematizar seu conhecimento – e mais do que isso, as formas como elas adquirem esse conhecimento.

Nesse sentido, uma matéria como educação socioemocional vem no sentido de ensinar práticas de gestão de tempo, organização pessoal, cultura organizacional, autogestão, trabalho em equipe e afins.

Os temas parecem empresariais?

É porque gestores de empresas, talvez, tenham percebido antes de pedagogos que, apenas com uma educação social é possível crescer (profissionalmente).

De forma que novas perspectivas em educação apontam para esse horizonte: é preciso preparar pessoas que saibam equilibrar organização pessoal a organização coletiva.

 

Vivenciando sentimentos e conflitos internos

Porém, para o século 21 não devemos focar apenas em uma formação profissional de excelência.

O romance Psicopata Americano (1981) de Bret Easton Ellis nos aponta isso, ao mostrar um empresário de sucesso, cuja personalidade é totalmente marcada por traumas e crises.

A educação socioemocional vem no sentido de ensinar os alunos a lidarem com suas emoções e os problemas acerca delas.

Traumas, violências, medos, anseios e projeções são, nesse contexto, debatidos e trabalhados mediados por orientadores (psicólogos e psicopedagogos), tanto individualmente, quanto em esfera coletiva.

A escola do século 21 tem, por encargo, formar cidadãos que saibam ser profissionais de excelência e indivíduos seguros, capazes de viver em coletividade, aceitando e tolerando diferenças.

Mais do que isso, em educação socioemocional tem, como objeto central, a formação de um individuo que saiba lidar com suas emoções, e buscar ajuda.

Não é simples, embora necessário.

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