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O populismo é um termo tão amplo, quanto polêmico, dentro dos campos de estudos políticos, mas de maneira geral, ele é visto como nocivo a democracia e aos direitos humanos.

Segundo o acadêmico Cas Mudde, uma das maiores autoridades do mundo em ciências políticas hoje, a ideia básica por de trás de discursos populistas, de modo geral, é sempre um discurso de “o povo VS os inimigos do povo”, sendo que dentro desses dois lugares há espaço para diversas definições.

De maneira geral, entretanto, o que vemos é que o populismo é um recurso de organização política encontrado em todos os países do mundo, e em todas as vertentes políticas.

Porém, por que o populismo é tão nocivo? Quais são as principais críticas desse movimento?

 

Populismo: a divisão da sociedade e o messianismo

Basicamente, o populismo começa a elencar suas ações na divisão da sociedade. E é uma divisão maniqueísta, ou seja, a de que um lado é intrinsecamente mau, enquanto o outro é intrinsecamente bom.

Outra questão é a eleição de uma pessoa-chave, que será o líder popular. Esse líder vai atuar no sentido de atender demandas das classes média-baixa e baixa – a “população”, o “povo”.

Programas políticos populistas de esquerda tendem a fazer a divisão, a partir de índices econômicos. Ou seja: é o povo proletariado contra a elite financeira. Mas claro que aqui é uma generalização para fins ilustrativos.

Já os programas políticos populistas de direita tendem a dividir a sociedade, porém, por aspectos identitários. Ou seja, colocam tópicos como “os imigrantes que roubam empregos”, “os pensadores que acabam com a tradição”, entre outros.

O que precisa ser enfatizado é no que se refere a divisão. Uma política populista sempre irá se sustentar em argumentos maniqueístas, ressaltando o sofrimento da parcela oprimida, diante dos atos da parcela opressora.

 

Repostas fáceis para problemas difíceis

Outra questão do populismo, e aqui é o grande problema dessa tendência, é no que se refere às políticas públicas criadas, bem como aos planos de governo propostos.

Políticas populistas são rasas, superficiais e, quase sempre, embasadas em soluções extremas.

Por um lado, até é possível argumentar favoravelmente a um governo que insere classes populares, no cenário político. Entretanto, quase sempre, essa inserção é no sentido de favorecer uma elite econômica.

Logo, uma política populista é aquela que propõe direcionar a economia, administração pública e governança para a solução de problemas sociais, as ações colocadas são superficiais.

Essas são voltadas a atender as necessidades imediatas da parcela da população a que respondem, mais do que pensar em mudanças sociais efetivas.

O principal reflexo dessas ações são o uso de medidas extremas, pelos governos de tendência populista.

Com a justificativa atender a demandas populares, gestões populistas fazem uso da força policial arbitrária, censura, e mais formas de repressão, com a finalidade de implementar programas polêmicos.

Além disso, políticas populistas podem refletir preconceitos das mais diversas ordens, procurando inserir as defesas deles em planos governamentais.

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