Um dos maiores problemas em textos de concursos, provas e afins é uma questão de escrita que pode tirar pontos, apesar de ser algo muito simples: o paralelismo sintático e o paralelismo semântico.

Mas o que são essas funções do texto? Para que serve? Como não errar?

Primeiro, basta dizermos que paralelismo é uma questão de estilo do texto, e não de gramática.  Segundo, é que ele não altera muito o significado, mas sua falta é percebida porque ela causa um estranhamento no todo.

Então, por que é necessário usar? Como não errar? Confira.

Paralelismo sintático: palavras de uma mesma classe gramatical em sequência

Temos dois tipos de paralelismo, o sintático e o semântico.

O sintático, talvez seja o mais fácil de ser percebido, porque ele se refere às classes e formação de palavras em um texto.

Construir frases com paralelismo semântico é essencial para um texto que tenha uma boa fluidez. Sem ele, o texto fica meio estranho, isso é, temos uma sensação de que algo está fora do lugar.

Considere os exemplos:

  1. João gosta de comer frutas, de andar de bicicleta e da leitura de gibis.
  2. João gosta de comer frutas, de andar de bicicleta e de ler gibis.

No caso da primeira frase, temos uma sequência com dois verbos e eu substantivo. Nesse caso, o paralelismo se faz necessário, para a frase soar mais fácil de ser entendida.

Na primeira parte desse texto, fizemos isso (primeiro, segundo).

Para não ter erro, basta pensar: escolha uma única classe gramatical, na hora de cria a frase.

Exemplos:

  1. Viajei pra França, Inglaterra e Itália – só substantivos;
  2. Nascer, crescer e morrer é o fado do homem – só verbos;
  3. Facilmente se contraí dividas, dificilmente se paga – só advérbios.

Paralelismo semântico: palavras organizadas pelo significado

No caso do paralelismo semântico, o erro fica um pouco mais complicado e sutil. Isso porque, a semelhança entre os termos não é pela classe gramatical, mas pelo significado que as palavras dão ao texto.

Veja os exemplos:

  1. No Brasil há tanto climas quentes, como frios;
  2. Por um lado, a corrupção é endêmica; de outro, a população também é;
  3. Quanto mais estudo ciências, então percebo o que preciso aprender.

Nos termos sublinhados há a falta de paralelismo, porque, embora as relações estabelecidas entre uma frase e outra façam sentido (causa e consequência, ponto e contraponto, etc.), a diferença de significado de um dos termos muda o significado de uma delas.

No primeiro caso, “Tanto” estabelece relação de valor numérico, enquanto “como”, serve para introduzir um exemplo.

No segundo caso, o primeiro termo é pra colocar um fato; porém, o segundo o termo, não serve de contraponto, nesse caso.

No terceiro, temos uma quantidade de causa e consequência, mas, enquanto na causa é uma questão numérico (Mais) na consequência, é cronológica (então).

Esse tipo de paralelismo não tem alternativa: é abrir à gramática e decorar.

Porém, depois, seus textos ficaram muito mais fluidos.

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