Muito se fala sobre a contemporaneidade, os efeitos de novas tecnologias, as mudanças nas formas de pensarmos nossa relação com o mundo entre tantas outras questões.

Todos esses debates são englobados pela Filosofia, e por outras áreas de estudos, e recebem muitos nomes, quando vamos falar sobre a evolução da sociedade, no século 20 e 21.

Entretanto, de modo geral, podemos dizer que todos esses pontos de debate englobam aquilo que, na falta de nome específico, se chama de Pós-Modernidade.

E por que Pós-Modernidade?

 

Pós-Modernidade: um termo guarda-chuva para ideias contemporâneas

Quando falamos em Pós-Modernidade, estamos usando uma palavra que não é consenso entre Filósofos e demais estudiosos, mas que, por vezes, é usado na falta de palavra ou conceito mais específico.

Se a Modernidade, como vimos aqui, é uma forma de organização social baseada na mudança de valores (sai a ética e economia da Igreja; entra uma ética “universal” e economia de mercado), a Pós-Modernidade é a continuação disso?

Depende de qual autor você está se baseando. Como norma geral, o fato é que depois da 2ª Guerra Mundial (1945), a sociedade passou e passa) por mudanças radicais:

  • As lutas por Direitos Civis;
  • O combate ao moralismo judaico-cristão ocidental, pelo direito de viver a própria sexualidade e espiritualidade;
  • O autoquestionamento sobre a produção artística;
  • O avanço de Tecnologias de Comunicação e Informação.

Todos esses tópicos – e outros mais – compõe o grosso do que se entende, genericamente, como Pós-Modernidade.

 

As lutas por Direitos Civis

As lutas por Direitos Civis passam, necessariamente, pelo enfrentamento à noção de Historia produzida por países colonizadores e/ou por grupos sociais dominantes.

Logo, na Pós-Modernidade existem movimentos em favor da igualdade de gêneros, combate ao racismo, valorização de culturas locais e tradicionais, entre outros.

 

O combate ao moralismo judaico-cristão

Outro aspecto que pode ser entendido como Pós-Modernidade é o combate ao moralismo de natureza cristã. Isso é, uma concepção dicotômica de bem e mal, relações sexuais apenas para reprodução, alinhamento a Igreja etc.

O desenvolvimento de pílulas anticoncepcionais permitiu uma revolução sexual: ato de fazer amor apenas pelo prazer.

Já o fortalecimento de culturas tradicionais desenvolveu dinâmicas religiosas mais fluidas, aceitando valores e fundamentos de religiões orientais e africanas.

 

O autoquestionamento sobre produções artísticas

O impacto da 2ª Guerra, de armas nucleares fez com que artistas começassem a questionar o porquê de produzir sua arte, o valor de uma arte engajada ou não, a importância da arte, entre outros

Esses questionamentos foram produzidos, porém, dentro do próprio contexto da obra. Isso é: são o “significado” do quadro ou do enredo.

Essa natureza autoquestionadora é entendida por alguns críticos como Pós-Modernidade.

 

O avanço de Tecnologias de Comunicação e Informação

O avanço de tecnologias como internet, redes sociais e aplicativos de monitoramento de dados leva sociedades a mudarem a forma como se relacionam entre si, e com o mundo em volta.

Essa sensação de eterna vigilância, perda de identidade e precarização da vida é entendida como um elemento da Pós-Modernidade.

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