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Um dos piores cenários para uma empresa, seja uma indústria, seja uma escola, é uma crise financeira tão pesada que, para os gestores reste poucas alternativas, salvo cortar o quadro de funcionários.

Esse é o pior cenário porque ele pressupõe, muitas vezes, desligar funcionários que estão fazendo um trabalho de qualidade. Nenhum patrão com um mínimo de humanidade consegue demitir seus funcionários de qualidade, sem sentir um peso íntimo

Diante desse panorama, o que a empresa pode fazer? Uma das alternativas é um Plano de Demissão Voluntária (ou incentivada) – o PDV. O que é isso?

 

PDV – quando sair da empresa traz mais benefícios do que ficar

Um Plano de Demissão Voluntária é, primeiro de tudo, um contrato de trabalho. Pode parecer estranho colocar esse termo, mas o fato é que o PDV passa pela legislação trabalhista e, se ele não for cumprido corretamente, pode gerar encargos legais para as partes envolvidas.

Então, não pense na Demissão Voluntária da mesma forma que “Demissão Por Justa Causa”.

Uma “justa causa”, muitas vezes, envolve quebras de contrato ou más condutas, de maneira que o contratante eventualmente fica livre de pagar alguns valores para o contratado.

O Plano de Demissão Voluntária deve trazer benefícios para os funcionários que, porventura, quiserem aderir a ele. Afinal, o funcionário deixará de ter um salário fixo e, dependendo da situação profissional, encontrar uma recolocação pode ser complicado.

Logo, não basta a empresa expor sua situação. Ela precisa oferecer vantagens aos funcionários que pedem o PDV, tais como cestas básicas, complementação de plano de saúde e/ou odontológico, entre outros.

Além disso, pode ser de bom tom que a empresa ofereça serviços de outplacement aos funcionários que aderem ao PDV.

 

O Outplacement

O outplacement, como falamos aqui, é um serviço que visa diminuir os traumas e danos ocasionados por uma demissão, seja ela com ou sem justa causa.

Esse programa pode incluir cursos de atualização profissional, auxilio psicológico e em Recursos Humanos, além de parcerias entre a empresa que demite e outra, que venha a contratar os empregados.

Assim, pode ser usado como um benefício em um Plano de Demissão Voluntária, inclusive, como uma forma de atrair funcionários que, pelas razões que forem, estejam estagnados em sua vida funcional, por exemplo.

Vale destacar que um programa de outplacement não precisa ser feito por uma empresa terceirizada.

 

Como criar um Plano de Demissão Voluntária?

Posto isso, cabe a pergunta: como criar um Plano de Demissão Voluntária?

A primeira coisa, a mais importante talvez, é lembrar que o PDV é uma base legal para a organização interna de empresas. Logo, ele deve ser feito de forma muito transparente.

Um PDV precisa estar estruturado em relatórios financeiros, administrativos ou de outra natureza, própria à empresa. Não pode ser proposto sem motivo.

Além disso, ele precisa ser aberto a todos os funcionários de um mesmo setor, e não deve ser coercivo.

Por fim, deve trazer benefícios e a possibilidade de negociação.

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