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Quando começou a Pandemia do coronavírus, em 2020, de repente, todos os estudantes do Brasil se viram de ante de um novo cenário: o do ensino à distância.

E, essa modalidade apresentou algumas novidades, incluindo uma tendência que já vinha sendo apregoada por muitos pedagogos no Brasil, e no mundo: as metodologias ativas.

Afinal, o que são elas? Por que elas são tão presentes no Ensino à Distância?

Para entender o que são Metodologias Ativas, e como usar elas na sala, com sucesso, primeiro, é necessário que entendamos como se dava o ensino tradicional. Pois, em um ensino Ativo, o aluno não é apenas um “absorvedor de conteúdos”.

Ele é, principalmente, o próprio produtor desse.

 

Ensino tradicional: a educação bancária

A educação tradicional era extremamente hierarquizada e comprometida com um sistema de poder vigente. Segundo Paulo Freire, essa forma de conceber o ensino pode ser chamada de “Educação Bancária”.

Isso porque, nessa forma de ensino, o estudante seria alguém a quem o professor “deposita conhecimentos”, isso é, educar seria uma forma de “enriquecer” o conhecimento do estudante, por meio de fórmulas e teorias.

Já a maneira de se produzir tal conhecimento seria pela repetição de fórmulas: aulas expositivas, cópias de textos da lousa e dos livros didáticos, e avaliações que julgassem a capacidade do estudante repetir aquilo que é exigido.

O grande problema desse ensino é que ele não incentiva o desenvolvimento de um olhar crítico. O estudante recebe algo, e seu sucesso consiste em repetir o que é esperado dele.

Basta entender os componentes da fórmula, e reproduzir eles. Muitas vezes, o estudante decora a fórmula para as provas, esquecendo delas, depois, se aquela não for sua área de interesse…

 

Metodologias ativas: o aluno é o produtor do saber

Nas metodologias ativas, o estudante passa por muito mais exigências, em relação ao conhecimento.

O professor perde sua posição de poder simbólico. Antes ele é um mediador ou facilitador do ensino.

O ensino acontece de maneira mais prática e discursiva. Ou seja, o professor ensina o conteúdo, mas instiga os alunos a buscarem as respostas de problemas práticos.

As avaliações acontecem, não com a repetição de fórmulas, mas com as explicações sobre o funcionamento dessas fórmulas. Com Metodologias Ativas, as avaliações, inclusive, podem ser com a produção de conteúdos sobre a matérias, mais do que uma reprodução da matéria.

Em Linguagens, os estudantes produzem jornais, blogs e afins. Na Matemática, Física, Química e Biologia, os estudantes fazem os famosos “trabalhos de ciências”. Com História e Geografia, acontecem trabalhos envolvendo estudos de meio.

Na Pandemia, apesar das restrições, as Metodologias Ativas, aplicadas ao Ensino à Distância despontaram com força, por essa questão: isolados da escola, com dificuldades de acessar aulas online, os alunos tiveram de “assumir a dianteira”, na sua aprendizagem.

Para isso, metodologias como fóruns online, pesquisas na internet e videoaulas foram amplamente empregadas.

Claro que a união dentre MA e EAD ainda está evoluindo. Mas uma coisa é certa: ele não vai mais parar.

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