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Autoridades e organizações da sociedade civil reagiram nesta quinta-feira (31) sobre o texto que classifica o “movimento de 31 de março de 1964″ como um “marco histórico da evolução política brasileira”. Divulgado na quarta (30), a Ordem do Dia celebra a data da instauração da ditadura no Brasil.

Um documento assinado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Instituto Vladimir Herzog, Transparência Brasil, WWF-Brasil e por 89 organizações da sociedade civil, repudiou o que foram consideradas “recorrentes tentativas de se reescrever a história brasileira”. Além de pondear que “a censura imposta a estudantes, jornalistas, artistas e intelectuais deixou cicatrizes profundas nas instituições e na sociedade brasileiras”, destaca o texto.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, defendeu o período da ditadura no Brasil na cerimônia de posse dos novos ministros que foi realizada nesta quinta. De acordo com Bolsonaro, todos tinham o direito de ir e vir, sair do Brasil, trabalhar, constituir família e estudar. “O que seria do Brasil sem as obras do governo militar? Não seria nada. Seríamos uma republiqueta”, disse.

Em publicação no Twitter, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que “em 31 de março de 1964 a Nação salvou a si mesma!”.

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Autoridades políticas também se manifestaram

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso também lembrou no Twitter que durante a ditadura no Brasil, as eleições foram canceladas, o Congresso foi fechado, deputados e professores foram cassados, e estudantes foram proibidos de se organizar. Segundo Barroso, o país vive o maior período de estabilidade institucional desde 1988, e foi nesse período que todos os indicadores sociais do país melhoraram.

O presidente do Congresso e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, tuitou que “o norte de uma nação deve ser sempre o da estrita obediência à sua Constituição”, que, segundo ele, “rechaça flertes, mesmo que velados, com posições autoritárias e que ferem as liberdades”.

O presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, também se manifestou pelo twitter. 

*Estagiário sob supervisão do jornalista Jean Albuquerque

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