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Um dos autores mais emblemáticos da Literatura Brasileira é Raul Pompéia (1863-1895), autor de vida curta, mas intensa, e de obra curta. Tão curta que, hoje, ele é lembrado apenas por uma delas, O Ateneu (1888).

Hoje, passados mais de 130 anos de sua publicação, a obra continua a ser lida, estudada e cobrada em concursos e vestibulares, Brasil afora.

Muitos estudantes, entretanto, não entendem os porquês de o romance ainda ser tão marcante, em nossas letras. Afinal, o que a história do menino Sergio, relembrando seus tempos de colégio, traz, que é digno ser estudado, ainda hoje?

Pode-se argumentar que é devido a Pompéia ser um autor do movimento literário naturalista. Mas, afinal, romancistas como Inglês de Souza e Rodolfo Teófilo também são, mas as obras desses, hoje, está praticamente esquecida pela crítica.

Então, o que Raul Pompeia e O Ateneu têm, para merecerem os louros da “eternidade”?

 

1.      Literatura impressionista

Um dos principais elementos de destaque no romance é seu estilo narrativo, descrito por críticos de hoje como “Literatura impressionista”, estética que apenas dois autores produziram com consistência (no século 19): Pompeia e Machado de Assis.

E o que é uma “Literatura Impressionista”?

É, como podemos ler em diversas passagens de O Ateneu, uma descrição de cenas, a partir de impressões pessoais, de forma que nossas referências sobre o que é mostrado perpassam, necessariamente, pela subjetividade do autor.

Isso é, o autor está rememorando seu passado, mas não como ele foi, mas, como ele interpreta esse passado, a partir de sua visão crítica do presente (no caso, a Filosofia de Comte, influenciada por Darwin).

 

2.      Cronologia subvertida

Uma das principais características de O Ateneu é sua cronologia alternada.

Isso é, não se trata de uma narrativa com tempo de início e fim definidos, mas a partir de uma série de acontecimentos do passado, sendo rememorados no presente do narrador, por meio de um monólogo interior.

Essa técnica narrativa, posteriormente, foi denominada de fluxo de consciência. No século 19, vemos ela em autores como Tolstói e Henry James.

No Brasil, Raul Pompeia foi um dos primeiros autores a se utilizar dela. Portanto, O Ateneu é um romance vanguardista.

 

3.      Sexualidades fluídas

Muito se fala em teorias de gênero hoje em dia. Isso é, a ideia de que o gênero sexual e a imagem social de um indivíduo são construções sociais, influenciadas por valores culturais políticos e de outras ordens mais.

Nessa perspectiva, uma imagem tradicional de “Masculino” e “Feminino”, são artificiais.

Essas teorias do final do século 20 já surgem n’O Ateneu.

Os alunos do colégio, exclusivamente masculino, assumem papeis e posições sociais que os aproximam de uma identidade masculina tradicional ou “feminina” (guardadas as devidas proporções), para conseguirem se adequar ao microcosmo do colégio.

Se hoje o tema já é cercado de tabus, no século 19, assumir que tais coisas aconteciam era algo escandaloso, e combatido com extremismos.

Assim, O Ateneu é um romance de vanguarda, na Literatura LGBTQIA+ Brasileira.

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