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Quem estuda tradução tem um mercado de trabalho específico: o de transformar um texto, de uma língua, para outro. Porém, esse trabalho pode ser ainda mais específico.

É o caso do trabalho de tradutor-intérprete.

Tradutores-intérpretes são profissionais cujo trabalho consiste em falar em uma língua aquilo que está sendo dito, em outra. Dentro desse eixo, existem algumas especializações.

A mais específica de todas é a de Tradutor-intérprete simultâneo, ou seja, alguém que ouve um texto sendo falado em uma língua, e, simultaneamente, fala ela em outra.

Um bom tradutor-intérprete simultâneo faz esse trabalho com naturalidade (diferente de jornalistas cobrindo prêmios internacionais, por exemplo). E essa é uma das dificuldades desse trabalho. Confira, aqui, outras.

 

1.      Vocabulários e aspectos culturais

Normalmente, o trabalho de tradutor-intérprete é utilizado em situações protocolares. Isso é, quando há a necessidade de uma comunicação direta, entre autoridades de certa esfera social.

Claro que há pessoas que atuam com tradução em situações mais “leves”, como turistas de países cujos turistas vem de uma cultura muito diferente uma da outra (americanos em países árabes, chineses em países europeus e similares).

Então, normalmente, o trabalho de tradutor-intérprete será em situações cheia de protocolos: empresários, figuras políticas e personalidades acadêmicas.

As dificuldades, nesse caso, envolvem duas questões:

  1. O vocabulário específico daquelas situações. Termos de política, de business, da área acadêmica em questão…
  2. Questões culturais específicas – o que pode e o que não pode, como agir, quais são os alimentos ofertados…

 

2.      Entonação e expressividade

Uma das maiores dificuldades no ensino de línguas é aquilo que chamamos de prosódia. Isso é, as características sonoras de uma língua.

Línguas de um mesmo tronco linguístico não apresentam grandes diferenças, nesse sentido. Sabemos, mais ou menos, se um francês ou um inglês está fazendo uma pergunta ou não, porque som das frases soa semelhante ao som de uma pergunta, em português.

Mas essa situação se complica, quando vamos para outros troncos linguísticos. A prosódia do chinês é diferente do árabe, diferente do suaíli, diferente do inglês, e assim em diante.

Logo, o tradutor-interprete precisa conhecer a prosódia das línguas com as quais trabalha, com extremo domínio, sob o risco de mudar o significado de uma fala.

3.      Lidando com coloquialidades

Idealmente, o tom de situações protocolares envolvendo tradutores-intérpretes será de cooperação mútua, cooperativismo e cordialidade.

Logo, as falas de ambas as partes envolvidas expressarão, idealmente, esses aspectos. Nem sempre é o que acontece.

Pessoas podem vir a falar palavrões e expressões racistas. Pode surgir uma piada, no meio de uma fala circunspecta. Pode acontecer o uso de coloquialismos.

Todos esses marcadores podem, ou não, compor a interpretação do tradutor. Caberá ao profissional, no exato momento em que ocorre a fala, tomar decisões sobre o que traduzir e de que maneira, sem que isso destoe da intenção original do falante.

Vale notarmos: às vezes o falante quer ser mal-educado. Como o tradutor age nessa situação? São casos que exigem pensamento rápido e conhecimento das regras.

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