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Prática cada vez mais comum, a telemedicina é é um cenário que deve crescer, em muito, nos próximos anos.

O desenho dos anos 70 Os Jetsons já mostrava indícios – com suas doses de humor – do que viria a ser a telemedicina: você está mal, telefona para seu médico, ele te examina por vídeo e envia por e-mail uma receita.

A diferença é que, no desenho, eventualmente, o médico saía da tela, e tocava o paciente. Era um desenho para crianças afinal, precisava de humor.

Assim, a telemedicina parece algo realmente muito vantajoso, quando pensamos no ritmo frenético de nosso dia a dia..

Porém, é preciso muito cuidado, ao abraçar essa prática, pois uma consulta presencial traz vantagens que, em se tratando de saúde, talvez não devessem ser desconsideradas.

Quais são essas vantagens? Quais as ressalvas da telemedicina?

 

1.      O médico precisa saber “falar normal”

Muitos médicos não sabem se comunicar adequadamente, quando seu interlocutor não é um leigo, e nem podemos falar que a culpa é totalmente deles.

Expressar um conhecimento tão específico, com alguém que não é daquela área é difícil.

Imagine, então, o caso da medicina? Quantas pessoas entendem o conceito de expectoração ou otalgia?

Falar “normal” é um cuidado que os médicos precisam ter, principalmente em teleconsultas, quando nem sempre o paciente consegue manejar a tecnologia adequadamente, logo, não consegue fazer perguntas.

 

2.      Saiba o que perguntar

Médicos que prestam teleconsultas precisam saber fazer as perguntas corretas.

Por exemplo, entre o pescoço e a cintura há pelo menos 15 regiões musculares principais. Uma dor nas costas no rombóide menor é diferente de uma dor no levantador de escápula. Se o médico não souber como fazer o paciente leigo apontar o local exato da dor, o diagnóstico fica vago.

Em uma teleconsulta, não pode haver margens para dúvidas, e o exame por toque não é possível. Logo, o médico precisa ser muito detalhista e minucioso.

Como identificar uma apendicite de gases, sem saber exatamente onde dói a barriga do paciente? Como diferenciar manchas estranhas, de imagens mal pixeladas?

Se for o caso, as perguntas devem ser repetitivas e insistentes.

 

3.      Evite a telemedicina com pacientes com quadros muito instáveis

Um paciente com histórico cardíaco ou com necessidade de medir o índice glicêmico frequentemente, por exemplo, são quadros clínicos muito instáveis. Demandam uma atenção (e um conhecimento em diagnóstico) muito específico.

Nesses casos, o médico exigir uma consulta presencial. Em se tratando de saúde, detalhes importam em muito. Há doenças nas quais um número a mais ou a menos indica uma piora.

Será que um paciente saberá interpretar a informação “70mg/dL”?

 

4.      Evite receituários muito específicos

Alguns remédios são de uso muito específico, ou tem alto poder viciante – normalmente os “traja-preta”.

Para substâncias dessa natureza, o ideal é evitar o receituário em teleconsulta, pois o quadro do paciente fica muito alterado, pelo uso deles.

Logo, o ideal é que o médico faça uma avaliação presencial do quadro do paciente.

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