Colonialismo pode ser um dos temas mais importantes a estudar em uma prova como o ENEM, ou para uma redação de concursos. Isso porque, o colonialismo esteve presente na configuração da vida como hoje a conhecemos.

O colonialismo teve seu início no século XVI com a colonização da América, pelos países europeus, principalmente Portugal e Espanha. Ou seja, com a possessão de terras estrangeiras, nesse caso além-mar, por um poder colonial.

Além da América que como um todo, passou mais da metade da sua história conhecida sendo considerada como uma possessão colonial de alguns países europeus, o colonialismo também aconteceu na África, Ásia, Oceania e até mesmo na Antártida.

Em cada um desses continentes e até mesmo em cada um dos países e territórios, essa colonização aconteceu de formas diferentes.

Atos como a pilhagem, o genocídio, a reescrita da história e de forma geral a imposição da força militar contra os povos originários dos territórios colonizados, é uma das práticas mais comuns do colonialista.

 

Teorias colonialistas: a mentalidade da colonialidade

O Brasil é um grande exemplo disso. Aqui, o poderio colonial de Portugal foi responsável por causar a extinção de muitas nações e povos indígenas que já habitavam esse território.

Usar esses povos como mão de obra escrava, além de implantar o tráfico de seres humanos escravizados da África para o Brasil, pilhar os metais preciosos que aqui existiam para levar para a Europa, entre várias outras práticas coloniais.

Além do uso da força, o colonialismo foi responsável por fundar uma “mentalidade da colonialidade” na mente das pessoas do mundo. Que ainda hoje, mesmo com o fim do colonialismo, continua a se perpetuar, colonizando a mente e os corpos das pessoas.

Por isso podemos dizer que a colonialidade é o “braço intelectual” do colonialismo.

Ele atua muito mais através do desenvolvimento de novas narrativas, históricas, sociais, culturais, entre outras, a respeito do colonizado (povos que ficam sob o jugo colonial) e do colonizador (povos que submetem outros ao seu poderio colonial). Por meio dessas narrativas a situação colonial seja naturalizada.

Seja porque elas colocam o colonizado como um ser humano de segunda, terceira, quarta classe, seja porque elas simplesmente naturalizam que um outro grupo domine um outro território e as pessoas que neles vivem por acreditar que o colonizador tem um direito divino para tal.

Isso quando não tiramos completamente dele a sua humanidade

 

A partilha do Continente Africano

Na África, além da escravização do povo africano, vistos pelos europeus como povos sub-humanos por causa da sua cor da pele, ritos religiosos, cultura e formas societárias, o colonialismo foi responsável pelo estabelecimento da partilha da África, que dividiu quase todo o continente em territórios possuídos pelos europeus.

A partilha foi concluída na Conferência de Berlim, que ocorreu entre 1884 e 1885, ignorando completamente a vontade e a existência de formas societárias africanas. Ao final dela os países europeus, por meio do seu poderio militar e influência intelectual dividiram os territórios africanos entre si.

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